Saúde

OUTUBRO ROSA: MATO GROSSO REALIZA MAIS DE 18 MIL MAMOGRAFIAS EM SETE MESES E REFORÇA ALERTA SOBRE DIAGNÓSTICO PRECOCE

SES destaca a importância da prevenção e do acompanhamento médico; hospitais estaduais ampliam atendimentos, exames e cirurgias voltados à saúde da mulher.

DA REDAÇÃO | FOTO: CHRISTIANO ANTONUCCI | SECOM-MT

A campanha Outubro Rosa reforça, ao longo deste mês, a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero. Em Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) orienta as mulheres a procurarem as unidades de saúde para realizar consultas, exames preventivos e buscar avaliação médica diante de qualquer sinal de alerta.

De janeiro a julho de 2026, foram realizadas 18.567 mamografias nas unidades de saúde do estado, conforme os sistemas oficiais de informação do Sistema Único de Saúde (SUS). Em todo o ano de 2025, Mato Grosso contabilizou 33.217 exames desse tipo.

Segundo o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, a rede estadual desenvolve ações durante todo o ano para facilitar o acesso aos exames e contribuir para que as doenças sejam identificadas em estágios iniciais.

“Quando descoberto no início, os cânceres de mama e do colo do útero podem ter índices de cura superiores a 90%”, destacou.

O câncer de mama é uma das neoplasias mais frequentes entre as mulheres brasileiras e representa a principal causa de morte por câncer na população feminina do país. Por isso, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar a procura pelos serviços de saúde.

Hospitais estaduais ampliam atendimentos

O Hospital Estadual Santa Casa, unidade vinculada à SES-MT, registrou números expressivos de atendimentos voltados à saúde da mulher em 2026.

Entre janeiro e agosto, foram realizadas 3.837 consultas com ginecologistas e 3.732 consultas com mastologistas. Já de janeiro a setembro, a unidade contabilizou 1.934 mamografias bilaterais e 2.750 ultrassonografias mamárias, pélvicas e transvaginais, totalizando 4.524 exames de imagem no período.

Outro serviço que passou a oferecer mamografias neste ano foi o Hospital Central de Alta Complexidade, unidade do Governo de Mato Grosso administrada pelo Einstein Hospital Israelita. Os exames começaram em 15 de setembro e, até 5 de outubro, 245 mulheres já haviam sido atendidas.

O hospital também realizou 55 cirurgias de mastologia oncológica entre 10 de junho e setembro. As pacientes chegam ao serviço por meio do Sistema Estadual de Regulação, o Regula MT, ou pelo ambulatório da unidade, mediante encaminhamento prévio da Central Estadual de Regulação.

Cridac oferece reabilitação e apoio às pacientes

O Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac), também vinculado à SES, mantém um setor especializado no atendimento a mulheres diagnosticadas com câncer de mama. O serviço completou 20 anos de atuação em 7 de outubro e acompanha atualmente 70 pacientes nas fases pré e pós-operatória.

A unidade oferece terapias individuais e em grupo, hidroterapia e distribuição gratuita de sutiãs pós-mastectomia, destinados a mulheres que passaram pela retirada da mama.

Durante o Outubro Rosa, o Cridac também promove rodas de conversa informativas todas as quartas-feiras, às 14h30, com o objetivo de orientar as pacientes e ampliar o acesso a informações sobre cuidados e reabilitação.

Sinais de alerta exigem atenção

O médico responsável pelas áreas de Oncologia Cirúrgica, Mastologia e Ginecologia da Santa Casa, Eduardo Garcia de Arruda, ressalta que conhecer o próprio corpo é importante para perceber alterações que precisam ser investigadas.

Entre os principais sinais de alerta do câncer de mama estão:

● Presença de nódulos ou caroços nas mamas ou nas axilas;

● Mudanças no tamanho ou formato das mamas;

● Vermelhidão, retração ou alterações na textura da pele;

● Retração do mamilo;

● Saída espontânea de líquido pelo mamilo, especialmente quando houver sangue;

● Feridas persistentes na região mamilar que não cicatrizam.

O médico explica que essas alterações não significam necessariamente a presença de câncer, mas devem ser avaliadas por um profissional de saúde.

No caso do câncer do colo do útero, sangramentos vaginais anormais e dor durante as relações sexuais também merecem investigação médica.

Embora a incidência do câncer de mama seja maior entre mulheres com mais de 50 anos, a atenção à saúde deve começar antes dessa faixa etária. Ao perceber qualquer alteração suspeita, a recomendação é procurar atendimento, independentemente da idade.

Hábitos saudáveis ajudam a reduzir riscos

Além dos exames e das consultas regulares, algumas medidas podem contribuir para reduzir o risco de desenvolver câncer de mama. Entre elas estão a prática frequente de atividades físicas, a manutenção de um peso corporal saudável, a alimentação equilibrada e a redução do consumo de bebidas alcoólicas.

A amamentação, quando possível, também está associada à redução do risco da doença.

De acordo com Eduardo Garcia de Arruda, o acompanhamento periódico e a realização dos exames indicados para cada mulher são fundamentais para identificar alterações precocemente.

A mamografia é um exame de imagem capaz de detectar alterações que ainda não podem ser percebidas pelo toque. Por isso, tem papel importante no rastreamento do câncer de mama.

A idade de início e a frequência do rastreamento devem seguir as recomendações vigentes e considerar o histórico individual e os fatores de risco. Mulheres com sintomas ou histórico familiar relevante podem precisar de avaliação específica, sem esperar pela faixa etária habitual de rastreamento.

Unidades básicas são a porta de entrada

A SES-MT orienta que as mulheres procurem a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para receber orientações, realizar consultas e ter acesso aos exames preventivos indicados.

A Atenção Primária à Saúde é responsável por solicitar ou realizar exames, acompanhar os resultados e encaminhar as pacientes para serviços especializados quando necessário.

A campanha Outubro Rosa reforça que a prevenção e o diagnóstico precoce dependem da informação, do acesso aos serviços de saúde e da atenção aos sinais do próprio corpo. A identificação da doença em fases iniciais pode ampliar as possibilidades de tratamento e melhorar as chances de recuperação.

O Povo MT segue acompanhando as ações de saúde pública e as iniciativas de prevenção e atendimento às mulheres em Mato Grosso.

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