
Operação Persona Sintética cumpre 15 ordens judiciais contra investigados por fraudes eletrônicas, falsificação de documentos e associação criminosa.
DA REDAÇÃO | FOTO: POLÍCIA CIVIL-MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (16), a Operação Persona Sintética, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso suspeito de atuar em fraudes digitais no estado. A ação é realizada em Várzea Grande e prevê o cumprimento de 15 ordens judiciais contra os investigados.
Ao todo, são cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, cinco de busca e apreensão e cinco de afastamento de sigilo telemático, medida que permite o acesso a dados de comunicações digitais nos limites autorizados judicialmente.
As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).
INVESTIGAÇÃO COMEÇOU EM 2023
As apurações tiveram início em 2023, após uma tentativa de estelionato eletrônico. Conforme a investigação, os suspeitos utilizaram técnicas de engenharia social pelo WhatsApp, empregando indevidamente fotografias de familiares para solicitar transferências de dinheiro via Pix.
Na ocasião, não houve pagamento, e o crime foi caracterizado como tentado.
Durante a primeira etapa das investigações, a Polícia Civil identificou um dos suspeitos, que foi alvo de mandado de busca e apreensão em setembro de 2025. Na ação, os policiais apreenderam aparelhos celulares e documentos de identidade falsos em nome de diferentes cidadãos de Mato Grosso.
O material encontrado levantou indícios de que o grupo mantinha uma estrutura organizada para a prática de fraudes digitais.
OUTROS INTEGRANTES FORAM IDENTIFICADOS
A partir dos elementos reunidos na primeira fase e de novas diligências, os investigadores identificaram outros integrantes do grupo e apuraram a possível participação de cada um no esquema criminoso.
Os investigados poderão responder por associação criminosa, falsificação de documento público e estelionato qualificado mediante fraude digital. Alguns deles também são investigados por possível envolvimento com tráfico de drogas.
INVESTIGAÇÕES CONTINUAM
Com o cumprimento das medidas judiciais, a Polícia Civil dará continuidade à análise dos objetos apreendidos nesta nova fase da operação. Os investigadores também deverão realizar os interrogatórios dos suspeitos para concluir as apurações.
O nome Persona Sintética faz referência aos documentos falsos encontrados durante as investigações, utilizados, segundo a polícia, na estrutura montada para a prática das fraudes.
O Povo MT segue acompanhando as ações de combate aos crimes digitais em Mato Grosso.



