VÁRZEA GRANDE REFORÇA ACOLHIMENTO E GARANTIA DE DIREITOS ÀS PESSOAS COM FIBROMIALGIA

Município destaca conscientização, emissão de carteirinhas e ações de apoio aos pacientes com a doença crônica
O município de Várzea Grande reforçou nesta terça-feira (12), Dia da Conscientização da Fibromialgia e Fadiga Crônica, a importância do acolhimento, da conscientização e da garantia de direitos às pessoas diagnosticadas com fibromialgia.
A data integra a “Semana Municipal de Prevenção e Conscientização sobre a Fibromialgia”, instituída por meio da Lei nº 5.445/2025, sancionada pela prefeita Flávia Moretti.
A legislação prevê a realização de palestras, campanhas educativas e ações voltadas à prevenção, diagnóstico precoce e tratamento da doença, além da capacitação de profissionais das áreas da saúde e educação para melhor acolhimento dos pacientes.
Outro avanço destacado pela gestão municipal foi a implantação da Carteira de Identificação da Pessoa com Fibromialgia, disponibilizada nas versões física e digital.
O documento garante reconhecimento e prioridade de atendimento nos serviços públicos, conforme a legislação vigente.
Segundo a Prefeitura, 204 pessoas já emitiram a carteirinha desde a implantação do serviço no município.
A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dores generalizadas, fadiga intensa, alterações no sono, ansiedade e outros sintomas que impactam diretamente a qualidade de vida dos pacientes.
A prefeita Flávia Moretti destacou a importância de ampliar a conscientização sobre a doença e garantir mais acolhimento às pessoas diagnosticadas.
“A fibromialgia muitas vezes é subestimada, mas afeta profundamente a vida das pessoas. Queremos dar voz a quem sofre em silêncio e reforçar o compromisso do poder público com atendimento digno e acesso ao tratamento”, afirmou.
A manicure Andreza Maria Braga, de 40 anos, relatou as dificuldades enfrentadas até receber o diagnóstico da doença.
Ela contou que precisou deixar o emprego em uma lotérica devido às dores constantes e ao cansaço físico provocado pela síndrome.
“Chegou um momento em que eu não conseguia mais cumprir a jornada de trabalho. Depois do diagnóstico, procurei uma profissão em que pudesse administrar meu próprio tempo e seguir trabalhando”, relatou.
Atualmente, Andreza atua como manicure e adapta a rotina de atendimentos conforme as limitações provocadas pela doença.
A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, ressaltou que a iniciativa integra as políticas de humanização e atenção integral à saúde desenvolvidas no município.
“A dor precisa ser reconhecida e o paciente acolhido. Também é importante conscientizar familiares e a sociedade sobre as particularidades da fibromialgia”, destacou.
A legislação ainda prevê parcerias com universidades, entidades de saúde e associações de pacientes para ampliar as ações educativas e fortalecer o suporte às pessoas diagnosticadas com a síndrome.
Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a fibromialgia atinge cerca de 2,5% da população mundial, com maior incidência entre mulheres de 30 a 50 anos.
O diagnóstico é clínico e realizado por meio da análise do histórico do paciente e avaliação médica especializada, já que não existem exames laboratoriais específicos para identificar a doença.
Embora ainda não tenha cura, o tratamento busca aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, associando medicação, acompanhamento médico e prática regular de atividades físicas.
Autor: Redação
Foto: Reprodução



