MAX RUSSI DIZ QUE NOVO PEDÁGIO ENTRE LIVRAMENTO E POCONÉ NÃO VAI AGREGAR AO ESTADO
Presidente da Assembleia defende cautela na discussão e afirma que cobrança pode prejudicar agricultores, trabalhadores e o turismo da Baixada Cuiabana.
Da Redação
Foto: ALMT
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (PSB), afirmou durante sessão plenária que a proposta de implantação de um novo pedágio nas rodovias MT-060 e MT-451, entre Nossa Senhora do Livramento e Poconé, precisa ser debatida com responsabilidade e não trará benefícios concretos para o Estado.
Segundo o parlamentar, a criação de uma praça de pedágio pode gerar impactos negativos para milhares de pessoas que utilizam diariamente o trecho, especialmente agricultores familiares, trabalhadores, comerciantes e o setor do turismo, uma das principais atividades econômicas da região.
“Essa proposta precisa ser analisada com muita responsabilidade. Não vai agregar nada para o Estado e pode prejudicar quem depende dessas rodovias todos os dias para trabalhar, produzir e movimentar a economia”, afirmou Max Russi durante a sessão.
A possível concessão das rodovias integra o Lote F da segunda fase do Programa de Concessões Rodoviárias do Governo de Mato Grosso e prevê a concessão de aproximadamente 125 quilômetros das MT-060 e MT-451, com possibilidade de implantação de pedágio.
O tema tem provocado forte reação na Baixada Cuiabana. Nesta semana, uma audiência pública realizada em Poconé reuniu moradores, produtores rurais, prefeitos, vereadores e lideranças da região. Durante o encontro, a maioria dos participantes manifestou posição contrária à instalação das praças de pedágio, alegando que a medida elevará os custos de transporte, afetará o escoamento da produção rural e poderá reduzir o fluxo turístico para o Pantanal.
Para Max Russi, antes de qualquer decisão, é necessário ampliar o diálogo com a população e avaliar os impactos econômicos e sociais da proposta, garantindo que investimentos em infraestrutura não resultem em mais custos para quem utiliza as rodovias diariamente.
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