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Mulheres conquistam espaço estratégico na mineração de MT e fortalecem crescimento do setor, destaca Max Russi

Com avanço feminino em cargos de liderança e operação, mineração mato-grossense amplia debate sobre sustentabilidade, produtividade e inclusão no mercado mineral

O setor mineral de Mato Grosso, atualmente entre os cinco maiores do país, vive uma transformação marcada pela crescente presença feminina em cargos estratégicos, técnicos e de liderança. O avanço das mulheres na mineração foi destacado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi, que defendeu o fortalecimento de políticas públicas voltadas à inclusão e qualificação profissional no setor.

Segundo o parlamentar, a mineração deixou de ser vista exclusivamente como um ambiente masculino e passa a incorporar uma nova dinâmica, baseada em diversidade, inovação e desenvolvimento sustentável.

“As mulheres estão cada vez mais presentes na mineração e devemos incentivar isso. Nossa atuação na Assembleia foca em políticas públicas que fortaleçam o setor, visando um desenvolvimento que seja economicamente forte e socialmente justo”, afirmou Max Russi.

Dados do Relatório de Indicadores do Women in Mining Brasil (WIM Brasil) 2025 mostram que a participação feminina na mineração nacional já alcança 22% da força de trabalho, representando mais de 30 mil profissionais em atividade. O crescimento também aparece nos cargos de gestão: mulheres ocupam atualmente 25% das funções executivas e 21% dos assentos em conselhos administrativos. A meta do setor é atingir 35% de participação feminina até 2030.

A vice-presidente do Grupo de Trabalho da Mineração na ALMT, Taís Costa, ressaltou que a presença das mulheres vem mudando a cultura do segmento e contribuindo diretamente para práticas mais sustentáveis.

“Durante muito tempo, a mineração foi vista como predominantemente masculina. Hoje, vemos mulheres como engenheiras, geólogas e líderes. A presença feminina traz uma visão minuciosa sobre sustentabilidade e responsabilidade ambiental”, destacou.

Além de Taís Costa, o Grupo de Trabalho da Mineração conta com a participação de Alessandra Panizi, Clarissa Lopes, Fransueli Martelli, Laise Glaucia, Pamela Alegria e Tatiana de Almeida, que atuam em pautas voltadas ao fortalecimento e modernização da atividade mineral em Mato Grosso.

Na prática, histórias como a da profissional Suedy Lima simbolizam essa nova fase do setor. Aos 33 anos, ela assumiu recentemente a coordenação de Planejamento, Controle e Manutenção (PCM) da Nexa, em Aripuanã, acumulando mais de 15 anos de experiência na mineração. Ao longo da carreira, tornou-se a primeira mulher a ocupar cargos de supervisão e chefia de manutenção em empresas do segmento.

“Sinto orgulho da trajetória que construí, sabendo que cada espaço foi resultado de dedicação. É fundamental ocuparmos esses setores onde ainda há caminho a percorrer. Uma mulher puxa a outra, e ver esse crescimento reforça nosso compromisso em abrir caminhos para as que virão”, afirmou.

Outra liderança feminina de destaque no setor é a advogada Pamela Alegria, especialista em Direito Minerário e uma das idealizadoras da Expominério, considerada a maior feira de mineração de Mato Grosso. Para ela, a participação das mulheres contribui diretamente para uma mineração mais moderna e alinhada às demandas ambientais e regionais.

“A presença feminina traz uma visão minuciosa sobre sustentabilidade e responsabilidade regional, transformando a mineração em uma atividade estratégica para o futuro de Mato Grosso”, pontuou.

O crescimento da participação feminina consolida uma nova fase da mineração mato-grossense, marcada não apenas pela expansão econômica, mas também pela valorização da diversidade e da qualificação profissional.

Autor: Luciana Bueno
Foto: ANNY GONDIM

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