Política

Maysa Leão defende instalação de CPI para apurar denúncias contra ex-chefe de gabinete da Prefeitura de Cuiabá

A vereadora Maysa Leão voltou a cobrar, nesta quinta-feira (7), a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de Cuiabá para investigar as denúncias envolvendo o ex-chefe de gabinete da Prefeitura, William Leite.

Segundo a parlamentar, o Legislativo não pode se omitir diante da gravidade das acusações e precisa exercer seu papel de fiscalização. Para Maysa, deixar o caso sem aprofundamento compromete a independência da Câmara e enfraquece a resposta esperada pela sociedade.

“Não podemos permitir que denúncias tão graves sejam ignoradas ou simplesmente deixadas de lado”, declarou a vereadora.

Além da acusação de assédio sexual feita por uma servidora que atuava no sétimo andar do Executivo municipal, Maysa destacou que a vítima também denunciou possíveis irregularidades administrativas, incluindo desvio financeiro e desvio de função ligados à gestão.

De acordo com a parlamentar, as denúncias extrapolam a esfera pessoal e apontam para possíveis problemas estruturais dentro da administração pública, o que justificaria a criação da CPI.

“Estamos falando de denúncias sérias que envolvem não apenas assédio, mas também suspeitas de desvio de dinheiro público, desvio de função e possíveis irregularidades relacionadas ao MT Press. Isso exige investigação rigorosa”, afirmou.

Durante entrevista e também em pronunciamento na Câmara, Maysa explicou que a comissão criada anteriormente para acompanhar o caso possui limitações legais e não tem os mesmos poderes de uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

Ela ressaltou que o grupo não pode, por exemplo, convocar testemunhas de forma obrigatória, solicitar quebra de sigilo bancário ou compelir investigados a prestar depoimento.

“A comissão trabalhou com responsabilidade, mas não possui as prerrogativas de uma CPI. O próprio William não prestou depoimento porque não compareceu. Em uma CPI, existem mecanismos legais que permitem aprofundar as investigações”, pontuou.

A vereadora lembrou ainda que assinou o pedido de abertura da CPI justamente para garantir instrumentos mais efetivos de apuração. Maysa também demonstrou preocupação com o estado emocional da servidora denunciante, que está no fim da gestação.

Segundo ela, a vítima se sente desamparada diante da repercussão do caso e da falta de avanços nas investigações.

“Tenho acompanhado essa mulher de perto. Ela está vivendo uma fase extremamente delicada da vida e ainda tenta reconstruir sua história após tudo o que relatou. O que preocupa é perceber que o caso parece ter caído no esquecimento para muitas pessoas”, concluiu.

Autor: Redação
Foto: Ascom/Vereadora

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