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EMPRESÁRIO É CONDENADO A 11 ANOS DE PRISÃO POR ESTUPRO E PERSEGUIÇÃO CONTRA EX-COMPANHEIRA EM CUIABÁ

Sentença da 2ª Vara de Violência Doméstica reconheceu crimes praticados em contexto de violência de gênero; acusado está preso preventivamente desde dezembro de 2025

Da Redação / Foto: Reprodução

O empresário Alexandre Franzner Pisetta foi condenado a 11 anos e 3 meses de reclusão por crimes de estupro e perseguição qualificada contra a ex-companheira, em Cuiabá. A sentença foi proferida em junho de 2026 pela juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

O caso ganhou repercussão após a própria vítima, Stephany Leal Vareiro, divulgar nas redes sociais vídeos que registravam episódios de violência sofridos durante o relacionamento.

De acordo com as informações constantes no processo, o crime de estupro ocorreu em maio de 2025, quando o condenado teria mantido a vítima trancada no local onde ela trabalhava e, mediante violência física e grave ameaça, a obrigado a praticar atos de natureza sexual.

Além da condenação pelo estupro, a Justiça também reconheceu a prática de perseguição qualificada, considerando o contexto de violência de gênero e de uma relação íntima de afeto entre o acusado e a vítima.

CASO GANHOU REPERCUSSÃO APÓS VÍDEOS

A situação veio a público de forma mais ampla no fim de 2025, quando vídeos de câmeras de segurança divulgados pela vítima mostraram momentos de agressão.

Segundo informações divulgadas durante o andamento do caso, as imagens registraram agressões físicas contra a mulher. A partir da exposição dos episódios, novas denúncias e medidas judiciais passaram a integrar a investigação.

Em dezembro de 2025, Pisetta foi preso em flagrante após novos episódios envolvendo ameaças, ofensas e suposto descumprimento de medidas protetivas. A prisão acabou convertida em preventiva.

PRISÃO FOI MANTIDA PELO STJ

Em junho deste ano, o ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), manteve a prisão preventiva do empresário.

A defesa havia apresentado novo recurso buscando a revogação da prisão. Entre os argumentos apresentados estavam alegações relacionadas à condição de saúde do acusado e questionamentos sobre elementos utilizados na investigação.

O ministro, entretanto, não acolheu o novo pedido. Segundo a decisão, a defesa havia apresentado uma medida com os mesmos fundamentos de recurso anteriormente analisado pela Corte, caracterizando reiteração do pedido. 

DEFESA JÁ QUESTIONOU ACUSAÇÃO

Durante o processo, a defesa de Pisetta também contestou as acusações relacionadas ao estupro e sustentou que a versão apresentada pela ex-companheira não corresponderia aos fatos. 

Com a sentença proferida pela Justiça de Mato Grosso, o caso passa a ter uma condenação em primeira instância pelos crimes reconhecidos no processo.

A condenação, contudo, está sujeita aos recursos previstos na legislação, e a situação processual do réu pode ser alterada conforme eventuais decisões das instâncias superiores.

O Povo MT acompanha o caso e trará novas informações sobre eventuais recursos e decisões judiciais relacionadas ao processo.

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