BENY GODOY DEFENDE IMPEACHMENT DE MINISTROS DO STF E REVISÃO DE CASOS DO 8 DE JANEIRO
Candidato ao Senado pelo AGIR afirma que pretende fortalecer as prerrogativas do Legislativo e defender análise individualizada dos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro

Da Redação
Foto: Reprodução
O candidato ao Senado pelo AGIR 36, Beny Godoy, colocou entre suas principais bandeiras eleitorais a defesa das prerrogativas do Congresso Nacional diante do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as propostas apresentadas estão a possibilidade de abertura de processos de impeachment contra ministros da Corte e a revisão da situação de pessoas presas ou condenadas em decorrência dos atos de 8 de janeiro de 2023.
Segundo a posição defendida pelo candidato, o Senado deve exercer de forma efetiva as atribuições previstas na Constituição, inclusive a competência para processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade. Para Beny, eventuais pedidos de impeachment devem ser analisados sempre que houver fundamentação jurídica que justifique a atuação do Legislativo.
A pauta ganhou espaço no debate eleitoral de 2026, especialmente entre candidatos ao Senado alinhados a setores da direita que defendem uma postura mais rígida do Congresso em relação ao Supremo. Entre os temas está também a atuação do ministro Alexandre de Moraes.
REVISÃO DOS CASOS DO 8 DE JANEIRO
Beny Godoy também afirma que pretende levar ao Senado a discussão sobre os brasileiros que foram presos ou condenados pelos acontecimentos de 8 de janeiro.
A proposta defendida pelo candidato é que os processos sejam avaliados individualmente, levando em consideração a participação de cada pessoa nos acontecimentos, além dos princípios do devido processo legal, do direito de defesa e da proporcionalidade das penas.
A defesa de uma revisão dos casos, segundo Beny, não representa negar a gravidade da invasão e da depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília. O argumento é pela diferenciação das condutas e das responsabilidades individuais de cada envolvido.
O tema também se relaciona às discussões sobre eventual anistia ou revisão legislativa das punições aplicadas aos envolvidos nos atos. A possibilidade de uma medida desse tipo depende de discussão e deliberação do Congresso Nacional.
DISPUTA ENTRE OS PODERES
Na avaliação de Beny Godoy, o Senado precisa assumir uma participação mais ativa nos debates envolvendo os limites de atuação dos Poderes da República.
O candidato afirma que pretende defender a abertura de processos contra ministros do STF quando houver elementos que, em sua avaliação, justifiquem a medida, além de cobrar maior equilíbrio institucional entre Legislativo, Executivo e Judiciário.
A estratégia posiciona Beny como candidato identificado com pautas conservadoras e com o discurso de fortalecimento da atuação parlamentar diante do Judiciário.
Para o candidato, o respeito às decisões judiciais deve coexistir com a fiscalização das atribuições constitucionais de cada Poder. A proposta apresentada durante a campanha é fazer do Senado um espaço de debate sobre os limites institucionais e sobre a atuação dos órgãos da República.
O Supremo Tribunal Federal é formado por 11 ministros e ocupa o posto máximo do Poder Judiciário brasileiro. Por isso, qualquer discussão envolvendo mecanismos de responsabilização de integrantes da Corte está entre os temas de maior impacto institucional que podem chegar ao Senado na próxima legislatura.



