MATO GROSSO AVANÇA NA DESTINAÇÃO CORRETA DE EMBALAGENS DE DEFENSIVOS AGRÍCOLAS
Estado já encaminhou 17,5 milhões de toneladas de embalagens vazias entre janeiro e julho de 2026; volume corresponde a cerca de 77% de todo o registrado em 2025

Da Redação
Foto: Reprodução
Mato Grosso vem registrando crescimento na destinação adequada de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Dados do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev) apontam que o volume destinado pelo Estado aumentou de 14,7 milhões de toneladas em 2022 para 22,8 milhões de toneladas em 2025.
O ritmo permanece elevado em 2026. Somente nos sete primeiros meses deste ano, entre janeiro e julho, Mato Grosso já encaminhou 17,5 milhões de toneladas de embalagens para a destinação correta. O resultado representa aproximadamente 77% de todo o volume registrado ao longo de 2025.
Para o Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato), os números também refletem a participação dos produtores rurais no sistema de logística reversa. A devolução das embalagens nos pontos autorizados é uma das etapas fundamentais para garantir que esses materiais sejam encaminhados de forma ambientalmente adequada.
Segundo o assessor técnico de Agricultura da Famato, Alex Rosa, a participação dos produtores demonstra a preocupação do setor agropecuário com a adoção de práticas responsáveis e com a preservação ambiental.
“É fundamental que o produtor rural tenha segurança sobre o caminho que a embalagem deve percorrer depois de utilizada. O sistema oficial de logística reversa já está estruturado para receber esse material, garantir sua destinação adequada e dar segurança para o produtor e para toda a atividade produtiva”, afirmou.
CUIDADOS COMEÇAM DENTRO DA PROPRIEDADE
A responsabilidade pela destinação começa ainda na propriedade rural. No caso das embalagens laváveis, o produtor deve realizar a tríplice lavagem logo após o uso, perfurar o recipiente para inutilizá-lo e mantê-lo armazenado de maneira adequada até a entrega.
Depois dessa etapa, o material deve ser levado a um posto ou unidade de recebimento autorizado. A orientação sobre o local de devolução consta na nota fiscal de compra dos produtos, permitindo que o produtor identifique o ponto adequado para a entrega.
Nas unidades autorizadas, as embalagens passam por triagem e são separadas conforme sua classificação. Posteriormente, seguem para empresas responsáveis pelo tratamento e pela destinação ambientalmente adequada, incluindo processos de reciclagem quando o material apresenta condições para retornar ao ciclo produtivo.
DISTÂNCIA AINDA É DESAFIO PARA PRODUTORES
Apesar do crescimento no volume de embalagens corretamente destinadas, produtores rurais ainda apontam dificuldades relacionadas à distância entre as propriedades e os pontos de recebimento autorizados.
Em um Estado com grande extensão territorial e forte atividade agropecuária, a localização das unidades de entrega pode representar um obstáculo logístico. A ampliação de uma rede de recebimento acessível é considerada importante para facilitar a devolução e acompanhar a distribuição das áreas produtivas.
A destinação adequada, além de atender às exigências previstas na legislação, reduz a possibilidade de descarte irregular e contribui para diminuir riscos ambientais e à saúde das pessoas.
RESPONSABILIDADE É COMPARTILHADA
O processo faz parte do Sistema Campo Limpo, modelo de logística reversa que distribui responsabilidades entre produtores rurais, canais de distribuição, indústria e poder público.
A proposta é garantir que cada etapa seja cumprida, desde a utilização correta do produto e a preparação das embalagens na propriedade até o recebimento, a triagem e a destinação final.
Para Alex Rosa, o crescimento registrado em Mato Grosso indica maior integração dos produtores ao sistema.
“O crescimento dos volumes destinados corretamente em Mato Grosso mostra que o produtor rural está cada vez mais integrado a esse processo. Ao devolver as embalagens nos locais autorizados, o produtor assegura sua destinação correta e contribui para uma produção mais segura, responsável e alinhada à conservação ambiental”, destacou.


