Política

ABÍLIO MINIMIZA PUNIÇÃO A CLÁUDIO FERREIRA E DIZ QUE DECISÃO DO PL NÃO É CENSURA

Prefeito de Cuiabá afirmou que reação do partido já havia sido comunicada aos prefeitos e classificou o atual cenário eleitoral como uma “bagunça”

Da Redação
Foto: Reprodução

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), minimizou a decisão do diretório estadual do Partido Liberal de retirar o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), da presidência municipal da legenda após o gestor declarar apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

A manifestação de Cláudio ocorreu na noite de quinta-feira (27), durante um evento político em Rondonópolis, a cerca de 218 quilômetros de Cuiabá. O posicionamento contrariou a estratégia adotada pelo PL em Mato Grosso, que lançou o senador Wellington Fagundes como pré-candidato ao Governo do Estado.

Na sexta-feira (28), o presidente estadual do PL, Ananias Filho, anunciou a retirada de Cláudio Ferreira do comando do diretório municipal e afirmou que o prefeito deveria deixar a legenda, sob risco de expulsão caso permanecesse no partido.

Ao comentar o episódio, Abílio afirmou que a decisão não representa uma forma de censura e avaliou que os integrantes da legenda já tinham conhecimento das possíveis consequências de apoiar um projeto político diferente daquele defendido oficialmente pelo partido.

“Eu acho que não é nada demais. Eu acredito que é uma situação que o próprio partido já tinha comunicado a todos os prefeitos”, declarou o prefeito de Cuiabá.

Para Abílio, a definição sobre eventuais punições cabe à própria legenda e não deve ser interpretada como uma tentativa de impedir manifestações políticas individuais. O prefeito também evitou tratar a medida como uma crise interna de grandes proporções.

A movimentação envolvendo Cláudio Ferreira ocorre em meio às articulações para as eleições de 2026 em Mato Grosso, que já provocam divergências entre grupos políticos e partidos. O apoio declarado pelo prefeito de Rondonópolis a Pivetta expôs uma das principais disputas no campo da direita mato-grossense.

Ao avaliar o cenário político atual, Abílio também fez críticas ao ambiente eleitoral e classificou as articulações como uma “bagunça”, diante das diferentes alianças e posicionamentos que vêm sendo construídos para a próxima disputa.

A declaração de Cláudio Ferreira acrescenta mais um capítulo às negociações políticas que envolvem as pré-candidaturas ao Governo de Mato Grosso. De um lado, o PL trabalha para fortalecer o nome de Wellington Fagundes; de outro, Pivetta busca consolidar seu projeto de reeleição com o apoio de diferentes lideranças.

As definições sobre alianças, candidaturas e composição das chapas ainda devem passar por novas negociações até o período oficial das convenções partidárias.

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