SEMANA DOS MIGRANTES E REFUGIADOS É ENCERRADA COM DANÇAS, CULTURA E PLANTIO DE IPÊS EM VÁRZEA GRANDE
Evento reuniu escolas das regiões Leste e Oeste e destacou acolhimento, diversidade cultural, direitos humanos e preservação ambiental

DA REDAÇÃO
Foto: Assessoria
A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Abdala José de Almeida foi palco, nesta sexta-feira (28), do encerramento da 1ª Semana do Imigrante e do Refugiado de Várzea Grande. A programação reuniu estudantes, professores, gestores e representantes das unidades escolares das regiões Leste e Oeste em uma manhã marcada por apresentações culturais, reflexões sobre diversidade e uma ação ambiental.
Promovida pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smcel), por meio do Núcleo de Programas e Projetos, a iniciativa teve como principal proposta ampliar, dentro das escolas, as discussões relacionadas ao acolhimento de migrantes e refugiados, além de valorizar diferentes culturas e experiências presentes na comunidade escolar.
Com o tema “Semeando o Futuro”, a semana contou com atividades pedagógicas desenvolvidas ao longo dos dias, incluindo trabalhos realizados em sala de aula, exposições, poesia, artes e apresentações culturais. A proposta buscou levar os estudantes a compreenderem a importância do respeito às diferenças e da convivência baseada na inclusão e na igualdade de direitos.
A secretária municipal de Educação, Maria Fernanda Figueiredo, participou do encerramento e ressaltou o papel das escolas na formação de uma sociedade mais acolhedora e consciente. Segundo ela, iniciativas dessa natureza ultrapassam os limites da sala de aula e podem contribuir diretamente para transformar a realidade de crianças, famílias e comunidades.
Durante o evento, a gestora também informou que a rede municipal atende atualmente aproximadamente 700 estudantes pertencentes a famílias de migrantes. Ela reforçou que esses alunos possuem os mesmos direitos assegurados aos demais brasileiros e destacou a necessidade de combater desigualdades e fortalecer o respeito aos direitos humanos.

“Precisamos entender que não temos divisões no mundo, ele é um só e de todos que habitam nele. Todos os migrantes e refugiados compõem esse mesmo espaço e é exatamente isso que a escola defende”, destacou Maria Fernanda.
A coordenadora pedagógica Marilene Silva avaliou positivamente a participação das unidades escolares e destacou a qualidade das atividades apresentadas durante os três dias de programação. A abertura ocorreu na Escola Eunice César, com apresentações de dança, poesia e artes. Na sequência, a Escola Alino Ferreira desenvolveu uma apresentação sobre a chegada dos migrantes ao Brasil.
O encerramento ficou por conta dos estudantes da EMEB Abdala José de Almeida, que prepararam uma coreografia com diferentes manifestações de dança e participaram de um ato ecológico com o plantio de mudas de ipê.
Para a professora Zilda Braga, integrante do Núcleo de Programas e Projetos, a programação demonstrou o envolvimento da comunidade escolar na construção de uma educação mais inclusiva. Ela ressaltou que a troca de experiências culturais contribui para ampliar o conhecimento dos estudantes e fortalecer valores como respeito, solidariedade e garantia de direitos.
A diretora da EMEB Abdala José de Almeida, Helena Fernandes, também agradeceu o empenho dos profissionais, alunos e demais integrantes da comunidade escolar que participaram das atividades. Para ela, a mobilização das unidades reforça ações voltadas à cultura de paz, ao acolhimento e à inclusão.
IPÊS REPRESENTAM RESILIÊNCIA E ESPERANÇA
Um dos momentos simbólicos do encerramento foi o plantio de três mudas de ipê. A ação ecológica foi escolhida para representar os ensinamentos trabalhados durante a semana e reforçar a importância da preservação ambiental e da construção de um futuro sustentável.
A escolha da árvore também estabeleceu uma relação com a trajetória de migrantes e refugiados. Assim como o ipê enfrenta períodos de seca, frio e condições adversas antes de florescer, quem deixa sua terra de origem também precisa superar a saudade, a distância, diferenças culturais e os desafios de reconstruir a própria vida em um novo lugar.
A secretária Maria Fernanda participou do plantio de uma das mudas e destacou a simbologia da iniciativa. Para ela, tanto a árvore quanto o migrante carregam consigo suas raízes, mas demonstram capacidade de adaptação diante de novos ambientes.
A ação encerrou a programação com uma mensagem de esperança, reforçando que o acolhimento, o respeito às diferenças, a educação e a preservação do meio ambiente podem contribuir para a construção de uma sociedade mais humana e preparada para o futuro.



