OPERAÇÃO CESIN: POLÍCIA CUMPRE MANDADOS EM JUÍNA CONTRA ARMAZENAMENTO DE PORNOGRAFIA INFANTIL

Investigação mira dois moradores suspeitos de manter imagens de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes; aparelhos eletrônicos serão apreendidos para aprofundar as apurações
DA REDAÇÃO
Foto: Polícia Civil-MT
A Polícia Civil de Mato Grosso, em ação conjunta com a Polícia Federal, deflagrou na manhã desta quarta-feira (2) a nona edição da Operação CESIN, voltada ao combate de crimes relacionados à exploração sexual infantil praticados por meio da internet. Em Juína, no noroeste do Estado, equipes cumprem ordens judiciais contra dois investigados por supostamente armazenarem imagens de violência sexual envolvendo crianças e adolescentes.
A mobilização faz parte da Operação Nacional Proteção Integral V, coordenada pela Polícia Federal e realizada simultaneamente em diferentes estados brasileiros. A iniciativa busca localizar, identificar e responsabilizar pessoas investigadas por crimes relacionados ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes no ambiente digital.
Em Mato Grosso, foram expedidas quatro ordens judiciais, sendo dois mandados de busca e apreensão e duas determinações para quebra de sigilo telemático. As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias e tiveram como base o trabalho investigativo desenvolvido pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).
Os dois alvos são investigados pelo crime de armazenamento de material contendo cenas de violência sexual contra crianças e adolescentes, previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
As diligências ocorrem em endereços localizados em Juína, com apoio de policiais da Delegacia Regional do município. Durante o cumprimento das ordens, os investigadores buscam localizar computadores, celulares, dispositivos de armazenamento e outros equipamentos que possam conter arquivos relacionados à investigação.
Segundo as apurações, o caso teve início depois que a DRCI recebeu denúncias apontando que dois moradores de Juína estariam mantendo armazenadas imagens de abuso sexual infantojuvenil, principalmente envolvendo crianças.
A partir das informações recebidas, os policiais iniciaram diligências para verificar a procedência das denúncias. O trabalho investigativo permitiu identificar os suspeitos e chegar aos locais onde eles poderiam estar mantendo os dispositivos utilizados para armazenar o conteúdo.
Com os elementos reunidos durante a investigação, a Polícia Civil solicitou à Justiça a adoção das medidas cautelares. Após a análise judicial, os mandados foram autorizados e passaram a ser cumpridos nesta quarta-feira.
Além de buscar provas relacionadas aos dois investigados, a operação pretende identificar eventuais outras pessoas envolvidas na prática criminosa. O material eletrônico apreendido poderá passar por análise técnica, procedimento que pode fornecer novas informações aos investigadores e indicar possíveis conexões com outros casos.
COMBATE À EXPLORAÇÃO SEXUAL INFANTIL
A sigla CESIN dá nome ao trabalho permanente desenvolvido pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos no enfrentamento à exploração sexual infantil no ambiente digital.
As investigações realizadas pela unidade especializada acompanham denúncias e informações relacionadas à circulação, armazenamento e compartilhamento de conteúdos envolvendo abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes na internet.
AÇÃO NACIONAL
A Operação Proteção Integral V dá continuidade a uma série de ações nacionais de combate aos crimes sexuais contra crianças e adolescentes. A iniciativa é coordenada pela Polícia Federal e reúne forças de segurança de diferentes unidades da Federação.
As operações anteriores, Proteção Integral I, II, III e IV, foram realizadas entre 2025 e 2026. Em março deste ano, também foi deflagrada a Operação Nacional Guardião Digital, dentro da estratégia de enfrentamento aos crimes cometidos por meio de plataformas e dispositivos digitais.
A ofensiva atual concentra esforços na repressão a crimes relacionados ao armazenamento, compartilhamento, comercialização e produção de material de abuso sexual infantojuvenil, com atuação integrada das forças policiais.
Além da Polícia Federal e da Polícia Civil de Mato Grosso, participam da mobilização equipes das Polícias Civis de Alagoas, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
As investigações seguem em andamento e o conteúdo dos dispositivos eventualmente apreendidos deverá ser submetido à análise pericial, podendo resultar em novas diligências e responsabilizações.



