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SETEMBRO AMARELO: CMEI EM MATO GROSSO PROMOVE ACOLHIMENTO E VALORIZAÇÃO DA VIDA ENTRE PROFISSIONAIS

Iniciativa no CMEI Manoel Rosa de Figueiredo levou mensagens de carinho, esperança e incentivo aos servidores e abriu as ações de conscientização da unidade

DA REDAÇÃO
Foto: Assessoria

Os profissionais do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Manoel Rosa de Figueiredo foram recebidos de uma maneira especial no início desta semana. Como parte das ações relacionadas ao Setembro Amarelo, a direção da unidade preparou uma caixinha com mensagens de carinho, esperança, motivação e incentivo para os servidores.

A iniciativa teve como proposta transformar um gesto simples em uma oportunidade de acolhimento e reflexão sobre a importância da saúde mental. A ação também marca o início da programação desenvolvida pelo CMEI durante o mês dedicado à conscientização sobre a prevenção do suicídio e à valorização da vida.

A diretora da unidade, Andreia Cristina Zangarini, explicou que a iniciativa busca fortalecer o cuidado com os profissionais e contribuir para a construção de um ambiente escolar mais saudável, baseado no diálogo, na escuta e no acolhimento.

Segundo ela, além de cuidar dos servidores, a proposta também considera o papel dos educadores na formação das crianças e na criação de espaços nos quais os estudantes possam encontrar referências positivas e se sintam seguros para expressar sentimentos e pedir ajuda.

“A abordagem buscou fortalecer o papel do educador como agente de apoio e referência positiva para os estudantes, reforçando a importância do trabalho coletivo entre escola, família e comunidade escolar”, destacou Andreia.

PEQUENOS GESTOS PODEM FAZER A DIFERENÇA

Para a direção do CMEI, atitudes de cuidado, mesmo quando simples, podem contribuir para transformar o cotidiano. A proposta é estimular uma cultura de acolhimento dentro da unidade, envolvendo profissionais, crianças, famílias e toda a comunidade escolar.

Andreia ressaltou que o ambiente educacional possui papel importante na construção de relações baseadas em confiança e segurança, permitindo que os estudantes tenham espaço para conversar e sejam orientados a procurar ajuda diante de situações que provoquem sofrimento.

“Neste mês, em especial, vamos trabalhar no sentido do cuidado e da conscientização, contribuindo para que o Setembro Amarelo seja desenvolvido de forma sensível e educativa dentro do ambiente escolar”, afirmou.

A iniciativa também reforça que a valorização da vida e os cuidados com a saúde mental não devem ser tratados apenas de maneira pontual, mas incorporados ao cotidiano das relações dentro da escola.

ESCOLA COMO ESPAÇO DE ESCUTA E PROTEÇÃO

A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, destacou a importância da participação das escolas na formação de uma rede de cuidado e proteção.

Para ela, o ambiente escolar pode contribuir para identificar necessidades, estimular o diálogo e aproximar crianças e famílias dos serviços públicos responsáveis pelo atendimento e acompanhamento de situações que demandem atenção.

“A escola é um espaço de acolhimento, diálogo e escuta ativa. Trabalhar esse tema em parceria com as áreas da Saúde e da Assistência Social fortalece a nossa Rede de Proteção e ajuda a promover a valorização da vida desde a infância”, afirmou.

A proposta é que as ações desenvolvidas ao longo do mês sejam conduzidas de maneira adequada ao ambiente educacional, com linguagem sensível e educativa, valorizando o cuidado, o respeito e a importância de buscar apoio quando necessário.

SETEMBRO AMARELO

Realizado no Brasil desde 2015, o Setembro Amarelo reúne iniciativas voltadas à conscientização sobre saúde mental, prevenção do suicídio e valorização da vida. A campanha tem como principal marco o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, celebrado em 10 de setembro.

A história que deu origem ao símbolo associado à campanha envolve Mike Emme, jovem norte-americano de 17 anos que morreu por suicídio em 1994. Ele era conhecido pela habilidade de restaurar um Mustang 1968 amarelo. Após sua morte, familiares e amigos distribuíram fitas amarelas durante o funeral como forma de homenagem e conscientização.

A mobilização contribuiu para o surgimento do programa de prevenção conhecido como “Fita Amarela” (Yellow Ribbon), que posteriormente inspirou iniciativas de conscientização em diferentes países.

No Brasil, o Setembro Amarelo ganhou força a partir de 2015 por meio de uma iniciativa da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). A campanha busca ampliar o debate sobre saúde mental, estimular a procura por ajuda e reforçar a importância da valorização da vida.

Dentro das escolas, ações como a realizada pelo CMEI Manoel Rosa de Figueiredo ajudam a inserir o tema de maneira responsável no cotidiano, fortalecendo vínculos, incentivando a escuta e ampliando a percepção de que pedir ajuda é uma atitude de cuidado.

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