O papel estratégico do médico-veterinário no desenvolvimento do agro em Mato Grosso
Presentes dentro e fora da porteira, profissionais do Sistema Famato e do Senar MT impulsionam a sanidade, a produtividade, a segurança alimentar e a expansão de mercados no estado.

Redação / Foto: Sistema Famato
No campo, a atuação do médico-veterinário vai muito além da lida direta com os animais. Seja orientando produtores na rotina das fazendas ou articulando políticas públicas e estratégias comerciais, esses profissionais desempenham um papel essencial para o fortalecimento e a sustentabilidade da produção rural em Mato Grosso.
A atuação abrange desde o suporte técnico nas propriedades até a defesa sanitária e a abertura de novos mercados internacionais.
No âmbito do Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar MT), essa presença se capilariza em diferentes frentes de atendimento e gestão.
Dentro da porteira: Assistência técnica e sanidade
Na Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar MT, os médicos-veterinários são fundamentais para o acompanhamento direto de milhares de propriedades. Atualmente, apenas nas cadeias de bovinocultura de corte e de leite, a ATeG atende 4.126 propriedades rurais em 130 municípios mato-grossenses, sendo 2.890 na pecuária de corte e 1.236 na de leite. Outro destaque é o projeto de ATeG Inseminação, que conta com 55 veterinários credenciados prestando suporte técnico a 1.619 produtores.
Para o gerente da ATeG do Senar MT, Bruno Faria, a relevância da profissão reside na garantia da saúde pública e na segurança dos alimentos que chegam à mesa da população.
“O médico-veterinário presta um serviço muito importante para a sociedade, porque está ligado diretamente à sanidade dos animais e de vários produtos que são derivados deles, como leite, mel e carnes. Tudo isso passa por sistemas de inspeção, avaliação e acompanhamento”, destaca Faria.
Além de aprimorar os índices produtivos e zelar pelo bem-estar animal, o trabalho sanitário desempenha uma barreira de proteção indispensável. Os profissionais atuam no controle de fronteiras e barreiras sanitárias, prevenindo a disseminação de doenças que possam ser transmitidas entre animais e seres humanos (zoonoses).
Fora da porteira: Estruturação e mercados
Para além dos limites da propriedade rural, a atuação técnica se estende à formulação de estratégias de desenvolvimento setorial. No Núcleo Técnico da Famato, profissionais como o assessor técnico de Pecuária e médico-veterinário Marcos Carvalho acompanham nove atividades produtivas, incluindo bovinocultura, suinocultura, avicultura, apicultura e piscicultura.
O trabalho envolve a interlocução com associações de criadores, órgãos governamentais e entidades representativas para desenhar soluções estruturais para o estado. Entre as iniciativas recentes, destaca-se a parceria com a ApexBrasil voltada a identificar frigoríficos de pescado mato-grossenses com potencial exportador, estimulando o fluxo de demanda para o setor.
Carvalho reforça que o respaldo técnico e a rigorosa defesa sanitária são os pilares que sustentam o reconhecimento do Brasil como potência global na exportação de proteínas.
“As certificações só são possíveis graças ao trabalho desse profissional em campo, certificando que os nossos produtos são livres de patógenos e doenças que podem causar problemas para o ser humano. É uma profissão muito bonita: apesar de ter uma relação direta com os animais, o foco é sempre o desenvolvimento da humanidade”, resume.



