
Prefeito e candidato à reeleição fizeram manifestação no Comitê Azulão e convocaram apoiadores para carreata neste sábado
DA REDAÇÃO | FOTO: REPRODUÇÃO
A decisão da Justiça Eleitoral que determinou a retirada ou repintura das cores da bandeira do Brasil na fachada do comitê do deputado federal e candidato à reeleição Coronel Assis (PL) provocou uma reação política nesta sexta-feira (2), em Cuiabá. O prefeito Abilio Brunini (PL) esteve no local e, ao lado do parlamentar, realizou um ato simbólico em defesa do uso da bandeira brasileira.
O Comitê Azulão, localizado na Avenida Mato Grosso, tornou-se centro de uma disputa judicial após a Justiça Eleitoral determinar que a fachada fosse coberta ou repintada. A decisão ocorreu a partir de uma ação apresentada pelo PCdoB e considerou que a utilização das cores da bandeira brasileira associada à identificação eleitoral ampliava o impacto visual da propaganda.
A determinação estabeleceu prazo para adequação da fachada e previu multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento, conforme informações divulgadas sobre a decisão.
ABILIO E ASSIS FAZEM ATO COM AS CORES DO BRASIL
Em resposta à decisão, Abilio foi até o comitê nesta sexta-feira e participou de um ato ao lado de Coronel Assis. Os dois pintaram a bandeira do Brasil em camisetas brancas e defenderam publicamente a utilização dos símbolos nacionais.
Durante a manifestação, Abilio afirmou que a bandeira brasileira não pertence a nenhum partido político e criticou a decisão judicial. Segundo o prefeito, a medida estaria relacionada ao uso político de um símbolo nacional.
“A bandeira brasileira não tem partido político. A bandeira brasileira atende a nossa nação e todas as pessoas que nela convivem”, declarou Abilio.
O prefeito também afirmou que ele e seus aliados pretendem continuar defendendo o uso da bandeira e recorrer das decisões relacionadas ao caso.
Coronel Assis, por sua vez, afirmou que sua defesa já apresentou recurso e que pretende levar a discussão às instâncias superiores. O deputado classificou a decisão como uma tentativa de restringir o uso de um símbolo nacional e disse que não pretende retirar a pintura voluntariamente.
REAÇÃO NA RETA FINAL DA CAMPANHA
O episódio ocorre no último fim de semana antes do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para este domingo (4). Em Mato Grosso, mais de 2,6 milhões de eleitores estão aptos a votar, segundo dados divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).
A reação de Abilio e Assis também ganhou um caráter de mobilização política. Durante o ato desta sexta-feira, os aliados convocaram apoiadores para uma carreata prevista para este sábado (3), com concentração às 16h no próprio Comitê Azulão, no cruzamento das avenidas Mato Grosso e do CPA.
A organização orientou os participantes a comparecerem de carro, motocicleta, caminhão ou trator e levarem bandeiras do Brasil. A mobilização também terá manifestações de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
A carreata foi apresentada pelos organizadores como um ato de encerramento da campanha do grupo em Mato Grosso. A expectativa divulgada pelos próprios organizadores é reunir apoiadores de Cuiabá, Várzea Grande e municípios da região.
JUSTIÇA ELEITORAL
O caso envolvendo a fachada do comitê ocorre em meio à fiscalização da propaganda eleitoral em Mato Grosso. O TRE-MT informou nesta sexta-feira que sua unidade responsável pela propaganda eleitoral já havia distribuído 373 processos durante o período eleitoral, dos quais 265, ou 71%, foram julgados ou arquivados.
O Tribunal também reforçou que, até as 22h deste sábado (3), são permitidas atividades como caminhada, carreata e passeata. No domingo, dia da votação, são permitidas manifestações individuais e silenciosas de preferência, enquanto manifestações coletivas ou ruidosas e boca de urna são proibidas.
O episódio envolvendo o Comitê Azulão deve continuar sendo acompanhado pela Justiça Eleitoral enquanto tramitam os recursos apresentados pela defesa de Coronel Assis.
O Povo MT acompanha a movimentação política em Mato Grosso na reta final das eleições de 2026.



