DIAGNOSTICADA AOS 37 ANOS, CRISTIANE ENCONTRA FORÇA E ACOLHIMENTO DURANTE TRATAMENTO CONTRA O CÂNCER DE MAMA

Assistência do projeto Agrosolidário, da Aprosoja MT, inclui a oferta de bebida de soja a mulheres atendidas pelo MT Mama durante o tratamento.
DA REDAÇÃO | FOTO: APROSOJA MT / BRUNO LOPES
Receber o diagnóstico de câncer de mama aos 37 anos mudou a vida de Cristiane Margherite. Desde o início de 2025, ela enfrenta uma jornada que inclui quimioterapia, cirurgia, radioterapia e acompanhamento médico contínuo. Em meio aos desafios, encontrou apoio psicológico, acolhimento e novas formas de cuidar da saúde física e emocional.
A história de Cristiane faz parte das ações especiais do Outubro Rosa desenvolvidas pelo Agrosolidário, iniciativa da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT). Por meio do projeto, mulheres atendidas pelo MT Mama recebem assistência, incluindo a disponibilização de bebida de soja durante o período de tratamento.
Ao recordar os primeiros momentos após a descoberta da doença, Cristiane conta que o medo inicial deu lugar à compreensão de que havia possibilidades de tratamento.
“No início foi um choque, mas depois eu descobri que tinha tratamento, comecei a fazer o tratamento e as coisas foram ficando mais leves”, relata.
Desde então, além de seguir as orientações médicas, ela passou a investir no cuidado emocional. A terapia, o apoio psicológico e a busca por informações sobre a doença se tornaram parte da rotina. A aproximação com outras mulheres que enfrentam situações semelhantes também foi importante para que ela se sentisse acolhida.
“Eu vim para o MT Mama, me conectei com pessoas. Nesse tempo eu passei a ler, estudar, trabalhar o meu mental, fazer terapia para poder enfrentar a doença”, conta.
BEBIDA DE SOJA INTEGRA A ASSISTÊNCIA ÀS PACIENTES
Entre as iniciativas oferecidas às mulheres acompanhadas pelo MT Mama está a distribuição de bebida de soja por meio do Agrosolidário. Cristiane conheceu o produto durante o atendimento e decidiu incorporá-lo à alimentação.
Segundo ela, a bebida foi bem aceita e se tornou uma alternativa durante o período de tratamento. Cristiane também relata que teve uma experiência positiva em comparação com alguns produtos à base de leite, que anteriormente lhe provocavam desconforto.
“A gente começou a receber aqui no MT Mama, eu não conhecia. O pessoal falou para mim que a bebida poderia ajudar nesse processo. E eu peguei, experimentei e achei ótimo”, afirma.
Durante a quimioterapia, Cristiane também se preocupava com a perda de massa muscular. Ela conta que passou a consumir a bebida acompanhada de frutas como parte de sua alimentação naquele período.
“A bebida ajudou muito a preservar a massa muscular nesse período de quimioterapia, porque o tratamento causa muita perda de massa. Então a bebida de soja me ajudou muito, eu tomava ela com frutas também, para potencializar”, relata.
A experiência individual reforça a importância de iniciativas de acolhimento e assistência alimentar durante o tratamento. A bebida de soja, no entanto, não substitui o acompanhamento médico nem as orientações nutricionais individualizadas, que devem considerar as necessidades de cada paciente.
O Agrosolidário também representa uma forma de aproximar produtos ligados à cadeia produtiva da soja de ações sociais, direcionando parte dessa produção para pessoas atendidas por instituições parceiras.
AUTOESTIMA E ACOLHIMENTO AO LONGO DO TRATAMENTO
As mudanças provocadas pelo tratamento também atingiram a relação de Cristiane com a própria imagem. Durante a quimioterapia, ela enfrentou a queda dos cabelos e encontrou nos lenços e nas perucas uma maneira de lidar com essa transformação.
As peças disponibilizadas pelo MT Mama ajudaram a tornar essa fase mais confortável, segundo seu relato.
“O cabelo caiu durante a quimioterapia vermelha, então eu usava o lenço e às vezes usava algumas perucas que são feitas no MT Mama. A gente pegava uns modelos bonitos, colocava, e isso fazia o processo ser mais rápido. Graças a Deus, não foi o fim do mundo”, conta.
A convivência com outras mulheres, a possibilidade de compartilhar experiências e o acesso a recursos de apoio contribuíram para que ela atravessasse as mudanças com mais confiança.
Ao olhar para o caminho percorrido desde o diagnóstico, Cristiane reconhece que a experiência trouxe dificuldades, mas também aprendizados e novas conexões. Ela afirma que procurar ajuda foi fundamental para enfrentar os desafios e continuar seguindo em frente.
“Hoje eu até consigo olhar com agradecimento para esse momento difícil, porque foi lá no fundo do poço que eu vi a saída. Então foi um momento de muito crescimento e aprendizagem”, destaca.
MENSAGEM DE ESPERANÇA NO OUTUBRO ROSA
A trajetória de Cristiane integra uma série especial do Agrosolidário para o Outubro Rosa, com histórias de mulheres que enfrentaram o câncer de mama e encontraram diferentes formas de lidar com a doença. A proposta é destacar a importância do acolhimento e das redes de apoio durante o tratamento.
Para outras mulheres que recebem o diagnóstico, Cristiane deixa uma mensagem de incentivo para que procurem ajuda e não enfrentem esse momento sozinhas.
“O que eu tenho a dizer para as mulheres que descobrem o câncer é que não é o fim. Câncer é uma pausa. Se você buscar ajuda, se você buscar se ajudar, se você se cuidar, você passa por isso e volta muito mais forte. Como eu disse, é no fundo do poço que a gente encontra a saída”, conclui.
A história mostra como o acompanhamento profissional, o apoio emocional e a convivência com outras pessoas podem fazer parte da jornada de quem enfrenta a doença. Durante o Outubro Rosa, iniciativas de conscientização também reforçam a importância da prevenção, da atenção aos sinais do corpo e da busca por avaliação médica.
O O Povo MT acompanha histórias e ações de apoio que ampliam a conscientização sobre o câncer de mama e a importância do cuidado com a saúde.



