
Mudança contempla crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 e idosos a partir de 70 anos; substituição será gradual e dependerá de avaliação médica individualizada.
DA REDAÇÃO | FOTO: SECOM/CBA
A Prefeitura de Cuiabá iniciou as orientações para a transição da insulina NPH para a insulina glargina nas Unidades de Saúde da Família (USFs). A mudança, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), segue as diretrizes da Nota Técnica Conjunta nº 169/2026, do Ministério da Saúde, e contempla grupos específicos de pacientes com diabetes.
A medida é destinada a crianças e adolescentes com Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1), com idade a partir de 2 anos e inferior a 18 anos, além de pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2).
A substituição será feita de maneira gradual e individualizada, mediante avaliação clínica e apresentação de prescrição médica válida. A definição da dose da insulina glargina levará em consideração as necessidades de cada paciente e o acompanhamento dos níveis de glicose no sangue.
QUEM PODE RECEBER A INSULINA GLARGINA?
De acordo com as orientações da Secretaria Municipal de Saúde, o público contemplado pela mudança inclui:
- Crianças a partir de 2 anos e adolescentes com menos de 18 anos: diagnosticados com diabetes tipo 1.
- Pessoas com 70 anos ou mais: diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
A administração e a dosagem do medicamento deverão seguir a prescrição médica, respeitando as condições clínicas e as necessidades individuais de cada paciente.
COMO FUNCIONA A MUDANÇA?
A insulina glargina é um medicamento de ação prolongada, utilizado para ajudar a manter os níveis de glicose no sangue mais estáveis ao longo do dia. A transição busca simplificar o tratamento e favorecer a adesão dos pacientes à insulinoterapia, sem interromper o acompanhamento pelas equipes de saúde.
A SMS destaca que a mudança não ocorrerá de forma automática para todos os pacientes. Cada caso deverá passar por avaliação médica, que determinará a dose adequada, a prescrição e as orientações necessárias para a substituição segura.
PACIENTES ATENDIDOS PELO CEAF
As pessoas que já recebem acompanhamento pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf) deverão manter, neste momento, o atendimento conforme as regras atualmente vigentes. A orientação busca evitar a duplicidade no fornecimento de medicamentos.
Já os pacientes que completarem 18 anos durante a implementação da medida poderão dar continuidade ao tratamento, conforme as orientações estabelecidas para a transição.
COMO SOLICITAR A MUDANÇA?
Os pacientes que se enquadram nos critérios devem procurar a Unidade de Saúde da Família (USF) onde realizam o acompanhamento para agendar uma consulta médica.
Durante o atendimento, o profissional avaliará o quadro clínico, definirá a dose apropriada e emitirá a prescrição, além de fornecer as orientações para a troca do medicamento.
A Secretaria Municipal de Saúde alerta que a substituição da insulina NPH pela glargina, assim como qualquer alteração na dose, não deve ser feita por conta própria. A mudança precisa ocorrer com acompanhamento profissional para garantir a segurança do tratamento e o controle adequado da glicemia.
O Povo MT segue acompanhando as ações da saúde pública em Cuiabá e as medidas voltadas à assistência de pacientes com doenças crônicas.



