Polícia

OPERAÇÃO DECEPTIO INVESTIGA REDE DE GOLPES DIGITAIS CONTRA EMPRESAS EM CUIABÁ

Polícia Civil cumpre seis ordens judiciais na Capital; grupo utilizava perfis falsos no WhatsApp para aplicar golpes e estabelecia meta de pelo menos R$ 20 mil por fraude

DA REDAÇÃO | FOTO: POLÍCIA CIVIL-MT

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), a Operação Deceptio, com o objetivo de desarticular uma estrutura criminosa especializada em estelionatos digitais e fraudes corporativas contra empresas. A investigação aponta que os suspeitos utilizavam identidades falsas e informações estratégicas para enganar funcionários e obter transferências bancárias das vítimas.

Durante a operação, são cumpridas seis ordens judiciais em Cuiabá, sendo três mandados de busca e apreensão e três determinações de afastamento de sigilo telemático, que permitem o acesso a informações relacionadas às comunicações e atividades digitais dos investigados.

As decisões foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias – Polo Cuiabá, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).

GOLPE COMEÇOU COM FALSA IDENTIDADE DE SÓCIO

A investigação teve início após uma tentativa de fraude registrada em fevereiro de 2025 contra uma empresa do setor de construção civil, em Cuiabá.

Na ocasião, criminosos utilizaram o WhatsApp para se passar por um dos sócios da empresa e solicitar uma transferência de dinheiro por meio do Pix. A abordagem buscava induzir a vítima a acreditar que a solicitação era legítima.

O prejuízo foi evitado pela atuação rápida das equipes policiais, que prenderam em flagrante o titular da conta bancária indicada para receber os valores.

A partir desse episódio, os investigadores aprofundaram as diligências e realizaram perícias autorizadas judicialmente. Os levantamentos apontaram que a tentativa de golpe fazia parte de uma estrutura criminosa mais ampla, com atuação organizada e ramificações em diferentes estados brasileiros.

GRUPO ESTABELECIA META DE R$ 20 MIL POR GOLPE

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou diferentes funções desempenhadas pelos integrantes do esquema. Alguns investigados confessaram ter vendido o acesso às próprias contas bancárias para facilitar a movimentação dos valores obtidos ilegalmente.

As análises dos aparelhos eletrônicos apreendidos também revelaram a participação de outros suspeitos na administração de perfis falsos, na coleta de informações sobre os setores financeiros das empresas e no planejamento das abordagens utilizadas para enganar as vítimas.

Segundo a DRCI, o grupo estabelecia metas de faturamento com os golpes e buscava obter pelo menos R$ 20 mil em cada fraude praticada.

As apurações também identificaram crimes consumados contra outras vítimas em diferentes estados do país, indicando que a atuação da organização não estava restrita a Mato Grosso.

A Operação Deceptio busca reunir novas provas, identificar todos os envolvidos e aprofundar o rastreamento das atividades financeiras e digitais utilizadas no esquema.

As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil.

O Povo MT segue acompanhando as ações de combate aos crimes cibernéticos e às fraudes financeiras em Mato Grosso.

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