Notícias
Tendência

Polícia Civil bloqueia R$ 7,2 bilhões e intensifica combate financeiro às facções criminosas em Mato Grosso

A Polícia Civil de Mato Grosso registrou aumento expressivo nas ações de combate às facções criminosas durante o primeiro quadrimestre de 2026. Entre janeiro e abril, as delegacias especializadas e gerências vinculadas à Diretoria de Atividades Especiais (DAE) ampliaram operações, prisões e bloqueios judiciais de bens ligados ao crime organizado.

Somente nos quatro primeiros meses do ano, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 7,2 bilhões em bens e valores relacionados às investigações conduzidas pela Polícia Civil. O montante representa um salto significativo em comparação ao mesmo período de 2025, quando os bloqueios chegaram a cerca de R$ 8,4 milhões.

Além do avanço patrimonial contra as organizações criminosas, 812 pessoas foram presas no período em decorrência das investigações realizadas pelas unidades especializadas.

Segundo o diretor de Atividades Especiais, delegado Cláudio Alvares Sant’Ana, os resultados refletem o fortalecimento das estratégias de inteligência, integração entre as equipes e uso de tecnologia nas apurações.

“As ações têm provocado a asfixia financeira das facções criminosas em Mato Grosso. A atuação integrada permite maior rapidez na elucidação dos crimes e no cumprimento de ordens judiciais”, destacou o delegado.

Durante o período, a Diretoria de Atividades Especiais deflagrou 64 operações policiais, cumpriu mais de 2,4 mil ordens de serviço, instaurou 614 inquéritos e concluiu 876 procedimentos investigativos. O número de operações e prisões registrou crescimento de 16% em relação ao mesmo período do ano passado.

Outro dado que chamou atenção foi o aumento nas apreensões de veículos comprados com recursos ilícitos. Em 2026, foram apreendidos 64 veículos, enquanto no primeiro quadrimestre de 2025 haviam sido localizados 16 automóveis.

As apreensões de dinheiro em espécie também aumentaram. Neste ano, o valor retirado de circulação se aproximou de R$ 993 mil, contra cerca de R$ 747 mil registrados no mesmo período anterior.

As ações da Polícia Civil também alcançaram crimes ambientais. Entre os materiais apreendidos estão 1,1 tonelada de pescado irregular, 40 metros cúbicos de madeira ilegal, sete máquinas utilizadas em atividades ilícitas, três caminhões e cinco balsas usadas em garimpo ilegal que foram inutilizadas.

As investigações conduzidas pela DAE focam no combate ao tráfico de drogas, crimes ambientais, crimes fazendários, corrupção, delitos cibernéticos e localização de foragidos da Justiça.

Integram a Diretoria de Atividades Especiais a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), a Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol), além das delegacias especializadas de combate à corrupção, repressão ao crime organizado, crimes fazendários, meio ambiente, narcóticos e crimes informáticos.

Autor: Luciana Bueno
Foto: PCMT

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo