Estado supera metas previstas e amplia investimentos em saúde, infraestrutura e fiscalização ambiental em MT

Audiência pública na ALMT apresentou balanço das ações executadas pelo Governo de Mato Grosso no segundo semestre de 2025, com destaque para avanços em UTIs, pavimentação, tecnologia ambiental e segurança pública
A Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (14), uma audiência pública para apresentação das metas físicas executadas pelas entidades da Administração Direta, Autárquica e Fundacional do Poder Executivo Estadual no segundo semestre de 2025.
Durante o período da manhã, representantes de oito órgãos estaduais detalharam os resultados das ações prioritárias desenvolvidas ao longo do ano. As exposições foram coordenadas pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), responsável pelo monitoramento e acompanhamento das políticas públicas estaduais.
Segundo o secretário-adjunto de Planejamento e Governo Digital da Seplag, Sandro Brandão, Mato Grosso encerrou 2025 com média de 109% de execução das metas previstas, índice superior ao planejado inicialmente pelo governo.
Entre os principais resultados apresentados estão os investimentos em infraestrutura, saúde, segurança pública e modernização tecnológica. Na área de infraestrutura, o Estado alcançou 100% da manutenção de manta asfáltica e executou mais de 500 quilômetros de novo pavimento em rodovias mato-grossenses.
Na saúde, o governo destacou a ampliação de procedimentos e o fortalecimento da regulação de média e alta complexidade, além do aumento no número de leitos de UTI em Mato Grosso. Conforme dados apresentados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), o Estado saiu de cerca de 300 leitos em 2019 para quase 650 em 2025.
A chefe do núcleo de gestão estratégica para resultados da SES, Claudete de Souza Maria, ressaltou que o principal desafio para ampliar ainda mais os atendimentos nas regiões mais afastadas é a escassez de profissionais especializados, especialmente médicos intensivistas.
“Não basta apenas estrutura física e equipamentos. É necessário pessoal qualificado para manter os leitos funcionando, principalmente nas regiões do interior”, explicou.
Na área de segurança pública, o programa Vigia Mais MT também apresentou resultados acima da meta estipulada, com ampliação do número de câmeras instaladas em diversas cidades do estado, reforçando o monitoramento urbano e as ações preventivas.
Já a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) destacou o avanço tecnológico aplicado no combate ao desmatamento ilegal e aos incêndios florestais. O secretário-adjunto executivo Alex Sandro Antônio Marega afirmou que Mato Grosso possui atualmente uma das plataformas de monitoramento ambiental mais modernas do país.
Segundo ele, o sistema permite identificar desmatamentos ainda no início, possibilitando operações em flagrante e apreensões em tempo real, o que otimiza recursos públicos e aumenta a eficiência da fiscalização.
A Sema também apresentou avanços no Cadastro Ambiental Rural (CAR). De acordo com Marega, o número de cadastros validados saltou de 12 mil para 40 mil após a modernização digital do sistema. O gestor ainda destacou a agilidade nos processos de licenciamento ambiental, que podem ser concluídos em até dois dias em Mato Grosso.
Outro ponto debatido na audiência foi o impacto futuro da reforma tributária. O gestor governamental da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), Nelson Correa Viana, avaliou que Mato Grosso vive atualmente um cenário positivo de gestão fiscal, tendo o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) como exemplo de eficiência na aplicação dos recursos públicos.
Apesar disso, ele alertou para possíveis perdas na arrecadação estadual nos próximos anos em razão das mudanças no modelo tributário nacional. Segundo Viana, os anos de 2033 e 2035 serão fundamentais para medir os reflexos da reforma sobre as finanças estaduais.
Além da Seplag, Sema, Sefaz e SES, também participaram da prestação de contas a MTI – Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) e a MT-PAR.
Autor: Luciana Bueno
Foto: ANGELO VARELA / ALMT



