Dia da Soja destaca desenvolvimento, inovação e legado construído no campo em Mato Grosso

Principal cultura agrícola do estado impulsiona economia, pesquisa, geração de empregos e histórias de famílias que ajudaram a transformar Mato Grosso em potência mundial do agro
Da Redação | Foto: Taiguara Luciano
Celebrado em 29 de maio, o Dia da Soja reforça a importância de uma cultura agrícola que vai muito além da produção no campo. Em Mato Grosso, maior produtor de soja do Brasil, o grão representa desenvolvimento econômico, avanço tecnológico, geração de empregos e transformação social em diferentes regiões do estado.
Presente em centenas de produtos consumidos diariamente, a soja está na alimentação humana e animal, nos biocombustíveis e em diversos segmentos industriais. No estado, ela se consolidou como uma das principais forças responsáveis pelo crescimento econômico de municípios inteiros e pela evolução do agronegócio brasileiro.
Para o vice-presidente norte da Aprosoja MT, Ilson José Redivo, a cultura da soja desempenha papel fundamental no fortalecimento da economia mato-grossense.
“A soja é responsável por mais de 40% do valor bruto da produção do estado, gerando empregos, renda e desenvolvimento para toda a sociedade”, afirmou.
Segundo Redivo, o impacto da cultura pode ser observado diretamente no crescimento acelerado das regiões produtoras. Ele destaca que Mato Grosso lidera a produção nacional e, se fosse um país, estaria entre os maiores produtores mundiais de soja.
Ao longo da BR-163, municípios como Sorriso, Sinop e Nova Mutum se tornaram referências globais em produtividade agrícola. A combinação de solo fértil, clima favorável e investimentos em tecnologia ajudou a transformar pequenas cidades em polos estratégicos do agronegócio.
Além da força econômica, a soja também impulsiona a pesquisa e a inovação no campo. Em Campo Novo do Parecis, o coordenador de pesquisa do Centro Tecnológico Parecis (CTECNO Parecis), Rodrigo Hammerschmitt, destaca que a expansão da cultura ampliou os estudos voltados ao melhoramento genético, manejo do solo e controle de pragas e doenças.
“A pesquisa acompanha o crescimento da produção, buscando tecnologias que aumentem a produtividade e garantam mais sustentabilidade às lavouras”, explicou.
A história da soja em Mato Grosso também é marcada pela trajetória de famílias pioneiras que ajudaram a construir o desenvolvimento do estado. Um desses exemplos é o produtor rural Osvaldo Pasqualotto, que chegou a Mato Grosso em 1982 para cultivar soja na região de Juscimeira.
Na época, segundo ele, as dificuldades eram enormes, com estradas precárias, falta de energia elétrica e pouca infraestrutura nas cidades do interior.
“Mesmo diante das dificuldades, nunca pensamos em desistir. A soja fez parte da construção da nossa história e da evolução do estado”, relembrou.
Mais de 40 anos depois, a propriedade da família segue ativa e já passa pelo processo de sucessão para a terceira geração, mantendo viva a tradição agrícola.
Para Pasqualotto, a atividade rural vai além da produção. “Uma fazenda envolve comercialização, armazenagem, transporte e gestão. É uma atividade que une famílias e movimenta diferentes setores”, destacou.
Neste Dia da Soja, Mato Grosso celebra não apenas a força de uma das principais commodities do país, mas também o legado deixado por milhares de produtores rurais que ajudaram a transformar o estado em referência mundial no agronegócio.



