Política

WILSON SANTOS DESTACA SIMPÓSIO DO AUTISMO E COBRA AVANÇOS EM POLÍTICAS PÚBLICAS EM MT

Evento na ALMT reúne especialistas, famílias e autoridades para debater inclusão, diagnóstico e ampliação da rede de atendimento ao TEA.

DA REDAÇÃO / Foto: Reprodução

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realiza, nesta segunda-feira (22), a VI edição do Simpósio do Autismo, com programação estendida até as 18h, sob coordenação do deputado estadual Wilson Santos (PSD). O evento acontece no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour e traz como tema central “Autonomia se constrói com apoio”.

Durante a programação, o parlamentar destacou a importância do encontro como espaço de cobrança e fortalecimento de políticas públicas voltadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo ele, a Assembleia tem atuado na criação de leis e na fiscalização de compromissos assumidos pelo poder público.

Wilson Santos ressaltou ainda que o simpósio reforça a necessidade de transformar propostas em ações efetivas, especialmente em áreas como saúde, educação e inclusão social. Entre as pautas apontadas pelo deputado estão a implantação do Centro de Diagnóstico para autismo e dislexia e a conclusão da Casa do Autista, em Cuiabá, obra que segue paralisada.

O evento reúne especialistas de diferentes áreas e promove debates sobre autonomia na primeira infância, genética do TEA, direitos fundamentais, sinais precoces do transtorno, além de temas como o cuidado com cuidadores e o autismo em mulheres.

Na parte técnica, o professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Luiz Alexandre Barbosa de Freitas, destacou a importância das intervenções precoces no desenvolvimento infantil e defendeu que a autonomia é construída a partir de estímulos contínuos no ambiente familiar, escolar e terapêutico.

Já o pediatra Marcial Francis Galera apresentou uma abordagem sobre a genética do TEA, com foco nos casos sindrômicos, ressaltando que a identificação de alterações genéticas pode auxiliar no diagnóstico e no acompanhamento clínico mais preciso.

O simpósio também trouxe relatos de famílias atípicas, como o de Julien Steffani da Silva Carmo, mãe de quatro filhos com TEA, que destacou os desafios diários enfrentados e a importância da criação de redes de apoio e projetos sociais voltados ao acolhimento.

Segundo estimativas citadas durante o evento, mais de 2 milhões de pessoas vivem com Transtorno do Espectro Autista no Brasil, o que reforça a necessidade de ampliação das políticas públicas e da efetivação da Lei nº 12.764, que trata da proteção dos direitos das pessoas com TEA.

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