Polícia

Suspeito de feminicídio de mulher trans é preso em operação da Polícia Civil em Nova Mutum

Homem de 35 anos é investigado pela morte de Betina Barros, encontrada em dezembro de 2025; caso segue em apuração

DA REDAÇÃO / Foto: Polícia Civil-MT

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu nesta segunda-feira (22) um homem de 35 anos suspeito de envolvimento no feminicídio da mulher trans Betina Barros, de 33 anos, encontrada morta no dia 3 de dezembro de 2025, em Nova Mutum.

A prisão foi realizada por equipes da Delegacia de Roubos e Furtos (Derf Nova Mutum), que localizaram o investigado em seu local de trabalho, em um canteiro de obras na zona rural do município. Também foi cumprido mandado de busca e apreensão na residência onde ele estava morando.

Betina desapareceu após sair para um encontro combinado por meio de uma plataforma digital, no fim da noite de 1º de dezembro de 2025. Dois dias depois, a irmã registrou ocorrência informando o desaparecimento, assim como o sumiço de sua motocicleta.

O corpo foi localizado ainda no mesmo dia do registro, em uma área próxima a uma faculdade em Nova Mutum, já em estado de decomposição. A perícia apontou como causa da morte traumatismo cranioencefálico provocado por disparo de arma de fogo.

A motocicleta da vítima foi encontrada em uma estrada vicinal próxima ao local do crime, junto à bolsa com documentos, cartões e dinheiro. O celular, no entanto, não foi localizado.

Durante a investigação, a Polícia Civil identificou que outras duas mulheres trans receberam mensagens de um mesmo número telefônico na mesma noite do crime, com insistência para encontros em local isolado — padrão que levantou suspeitas e ajudou a direcionar as apurações.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Jean Paulo Ferreira, os elementos reunidos apontam que a vítima teria sido atraída ao local sob o pretexto de um encontro previamente combinado em plataforma digital, afastando a hipótese inicial de latrocínio comum.

As investigações também apontaram registros de câmeras de segurança e movimentações consideradas suspeitas após o crime, além de tentativa de apagamento de dados digitais e exclusão de perfis em plataformas utilizadas para o contato com as vítimas.

Com base no conjunto de provas, a Justiça autorizou a prisão temporária e mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos nesta segunda-feira. O suspeito também teve autorização para coleta de material genético.

As investigações seguem em andamento para esclarecer a motivação do crime e possíveis conexões adicionais.

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