VÁRZEA GRANDE INICIA ELABORAÇÃO DE PLANO CLIMÁTICO PARA PREVENIR ALAGAMENTOS E QUEIMADAS

Prefeitura reúne representantes de 18 secretarias para elaborar diagnóstico das áreas mais vulneráveis e definir ações de adaptação às mudanças climáticas.
DA REDAÇÃO
Foto: André Luis/Secom-VG
A Prefeitura de Várzea Grande iniciou a elaboração do Plano Municipal de Adaptação Climática, documento que irá orientar ações voltadas à prevenção e mitigação dos impactos das mudanças climáticas no município. A proposta inclui medidas para reduzir riscos de alagamentos, queimadas e outros eventos climáticos extremos, além de ampliar o acesso a recursos destinados a projetos ambientais e de infraestrutura.
Os trabalhos começaram nesta segunda-feira (3), durante reunião que reuniu representantes de 18 secretarias municipais. A iniciativa busca integrar diferentes áreas da administração para identificar vulnerabilidades e estabelecer estratégias de adaptação às condições climáticas.
Participam da construção do plano representantes das secretarias de Defesa Civil, Meio Ambiente, Saúde, Assistência Social, Serviços Públicos, Obras, Educação, Desenvolvimento Urbano, Planejamento, Governo, Gestão Fazendária, Controladoria, Procuradoria, Desenvolvimento Econômico, Defesa Social, Assuntos Estratégicos, Comunicação e do Departamento de Água e Esgoto (DAE).
Durante a apresentação, foram exibidos mapas preliminares com áreas consideradas mais suscetíveis a alagamentos e pontos críticos da drenagem urbana. O diagnóstico inicial aponta que a expansão urbana e a impermeabilização do solo contribuíram para o aumento da sobrecarga no sistema de drenagem, principalmente em bairros localizados próximos a córregos e em regiões de menor altitude. No período de estiagem, as queimadas também figuram entre os principais desafios, devido aos impactos na qualidade do ar.
Segundo informações da Prefeitura, Várzea Grande foi selecionada para receber apoio técnico na elaboração do planejamento climático por integrar a Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá. Entre os critérios considerados estão a ocorrência de alagamentos, a relevância econômica e populacional do município e a presença de áreas com potencial para soluções ambientais.
O município também aderiu ao programa federal AdaptaCidades, desenvolvido em parceria entre os governos federal e estadual. A iniciativa oferece suporte técnico para a elaboração do plano e possibilita a participação em processos de captação de recursos destinados a obras de infraestrutura resiliente e projetos de adaptação climática.
Como parte do cronograma, a administração municipal deverá instituir um Grupo de Trabalho Intersetorial de Adaptação Climática, coordenado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável. A previsão é que, nos próximos 60 dias, as secretarias realizem levantamentos sobre drenagem urbana, ocupação do solo, infraestrutura, saúde pública e áreas de risco.
As informações coletadas servirão de base para um diagnóstico integrado, que definirá as prioridades do município. Na etapa final, será realizada uma oficina técnica para validar os dados e elaborar uma carteira inicial de projetos aptos a disputar recursos públicos e privados destinados à adaptação climática.



