Capivara bombeira será usada em Mato Grosso para alertar população sobre risco de incêndios florestais

Monumento educativo será instalado em áreas estratégicas para indicar níveis de perigo durante o período de estiagem
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso vai instalar monumentos de uma capivara bombeira militar em diferentes regiões do estado para indicar os níveis de risco de incêndios florestais e reforçar a conscientização da população durante o período de estiagem.
A estrutura representa uma capivara combatente florestal e possui cerca de três metros de altura. O monumento conta ainda com uma placa indicativa que informa os níveis de risco de fogo, variando entre baixo e extremo, conforme as condições climáticas e ambientais de cada região.
A iniciativa busca alertar moradores de áreas rurais, turistas e motoristas que circulam por locais mais suscetíveis aos focos de incêndio, utilizando um símbolo regional de forma educativa e visual para estimular a prevenção.
A ação é resultado de uma parceria entre o Corpo de Bombeiros Militar e a Energisa Mato Grosso. A entrega simbólica da primeira estátua ocorreu durante a abertura da Semana de Prevenção e Preparação para Incêndios Florestais (SP2IF).
Segundo o comandante-geral do CBMMT, Flávio Glêdson Vieira Bezerra, o objetivo é fortalecer as ações preventivas e ampliar a conscientização da população sobre os impactos ambientais, sociais e econômicos causados pelos incêndios florestais.
“Hoje ela está indicando ‘baixo risco’, mas a ideia é que sejam distribuídas essas placas justamente para elevar o nível de alerta das pessoas. Quando forem, por exemplo, para a Chapada dos Guimarães ou parques com visitação turística, a intenção é que elas sejam lembradas do risco que existe nesse período de estiagem ao utilizar o fogo”, explicou o comandante.
A proposta é que a capivara bombeira se torne um símbolo permanente de educação ambiental em Mato Grosso, incentivando práticas responsáveis e evitando queimadas irregulares durante os meses mais secos do ano.
Os prognósticos climáticos para 2026 apontam possibilidade de seca severa em diversas regiões do país, cenário que pode ser intensificado pelos efeitos do fenômeno El Niño, responsável pela redução do volume de chuvas e aumento das temperaturas, especialmente na região Centro-Oeste.
Em Mato Grosso, as condições climáticas elevam significativamente o risco de incêndios florestais durante o período de estiagem, aumentando a necessidade de ações preventivas e participação da sociedade civil.
O comandante do CBMMT destacou ainda que as placas serão atualizadas constantemente conforme o nível de risco de incêndio em cada período.
“As placas vão sendo atualizadas conforme o nível de risco, reforçando continuamente a conscientização da população. Agradecemos à Energisa por acreditar no projeto. A ideia é que parceiros também possam apoiar a iniciativa e participar das ações de prevenção”, afirmou o coronel Glêdson.
O coordenador de Relações Públicas da Energisa Mato Grosso, Jorge Sírio, ressaltou a importância da união entre poder público e iniciativa privada no combate aos incêndios florestais.
“Nós temos uma biodiversidade riquíssima em Mato Grosso, o que gera grandes desafios. As complexidades do Pantanal, do Cerrado e da Amazônia são diferentes e, por isso, existe a necessidade dessa união de esforços para prevenir focos de incêndio”, destacou.
Segundo ele, a concessionária atua desde 2023 em ações conjuntas com o Corpo de Bombeiros e o Comitê de Combate aos Incêndios Florestais para proteger os biomas mato-grossenses.
O Governo de Mato Grosso já definiu o período proibitivo do uso do fogo para limpeza e manejo em áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal entre os dias 1º de julho e 30 de novembro de 2026.
A medida leva em consideração fatores típicos da estiagem, como altas temperaturas, baixa umidade relativa do ar, ondas de calor e ventos intensos, condições que aumentam o risco de incêndios florestais em todo o estado.
Autor: Luciana Bueno / Foto: CBMMT



