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DDG IMPULSIONA ECONOMIA DO AGRO E GANHA ESPAÇO NA CADEIA DO MILHO EM MATO GROSSO

Coproduto do etanol de milho fortalece a integração entre lavoura e pecuária, amplia mercados e agrega valor à produção mato-grossense.

Por Redação / Foto: Reprodução

O DDG (Distillers Dried Grains), coproduto obtido na produção de etanol de milho, vem consolidando sua importância na cadeia do agronegócio brasileiro. Em Mato Grosso, estado líder na produção de milho e etanol à base do cereal, o produto ganha cada vez mais espaço por agregar valor à produção, fortalecer a pecuária e impulsionar a economia regional.

O crescimento da indústria do etanol de milho tem ampliado a oferta do DDG, utilizado principalmente na alimentação animal devido ao alto teor de proteína e energia. A expansão do mercado fortalece a integração entre agricultura, pecuária e bioenergia, criando novas oportunidades para produtores rurais.

Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, a abertura do mercado chinês para o DDG brasileiro representa um marco para o setor e deve ampliar ainda mais a valorização do coproduto.

De acordo com ele, a tendência é que o DDG conquiste maior participação no mercado internacional ao lado do farelo de soja, impulsionado não apenas pela demanda comercial, mas também pelo avanço de práticas ligadas à sustentabilidade.

Lucas Costa Beber também destacou que o sistema de produção em Mato Grosso apresenta vantagens ambientais importantes. Estudos apontam que o cultivo em sucessão entre soja e milho contribui para o sequestro de carbono e melhora o aproveitamento do nitrogênio no solo, fatores que tornam a produção de etanol de milho uma das mais sustentáveis do mundo.

Atualmente, o setor utiliza cerca de 20 milhões de toneladas de milho por ano para produzir aproximadamente 10 bilhões de litros de etanol, volume que representa cerca de 25% de toda a produção nacional do biocombustível. Somente em Mato Grosso, as usinas consomem aproximadamente 13,5 milhões de toneladas do cereal anualmente.

Para o conselheiro fiscal da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), Luiz Otavio Tatim, o avanço da indústria do etanol de milho proporciona maior estabilidade aos produtores ao reduzir a dependência das exportações de grãos.

Segundo ele, a industrialização do milho dentro do próprio estado gera combustível renovável, fortalece a produção de proteína animal, cria empregos e amplia os investimentos no interior, além de contribuir para uma matriz energética mais limpa.

Mato Grosso já produz cerca de 3 milhões de toneladas de DDG por ano, consolidando uma nova dinâmica econômica para o setor. A expectativa é de que a expansão da produção fortaleça ainda mais a competitividade da cadeia do milho, agregando valor ao produto e posicionando o estado como referência nacional na integração entre produção agrícola, pecuária e bioenergia.

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