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NO CAMPO, PAIS TRANSFORMAM EXEMPLO E VALORES EM LEGADO PARA AS NOVAS GERAÇÕES

No Dia dos Pais, produtores de Mato Grosso destacam a importância da família na formação dos filhos e na continuidade das atividades rurais

DA REDAÇÃO
Foto: Aprosoja-MT

Ser pai no campo vai muito além de acompanhar a rotina da propriedade. Para muitos produtores rurais de Mato Grosso, a paternidade está diretamente ligada à transmissão de valores, à formação dos filhos e à construção de um legado que ultrapassa gerações.

Neste domingo, 9 de agosto, Dia dos Pais, histórias de produtores associados à Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) mostram como a convivência familiar influencia tanto a vida pessoal quanto a trajetória no meio rural.

Na rotina das propriedades, os filhos acabam conhecendo desde cedo a realidade do campo. O contato com a lavoura, os períodos de plantio e colheita e a própria convivência com os pais ajudam a construir referências que permanecem ao longo da vida.

Para o conselheiro fiscal da Aprosoja-MT, Raul Pruinelli, a chegada dos filhos representa uma das maiores responsabilidades assumidas ao longo da vida. Segundo ele, mais importante do que preparar sucessores para a propriedade é oferecer condições para que os filhos construam seus próprios caminhos.

A experiência da paternidade também é vista como uma oportunidade de transmitir princípios por meio das atitudes cotidianas. No ambiente rural, onde pais e filhos muitas vezes dividem as mesmas atividades, o exemplo acaba sendo uma das principais formas de aprendizado.

O delegado do núcleo de Sinop, João Marcos Bustamante, destaca que a responsabilidade dos pais está justamente em apresentar aos filhos referências capazes de ajudá-los nas decisões futuras. Para ele, o exemplo deixado dentro de casa representa um patrimônio que acompanha os filhos independentemente do caminho profissional que escolherem.

Essa relação entre gerações também aparece na história do delegado do núcleo de Sinop, Albino Galvan. Ao lembrar da trajetória dos pais e das dificuldades enfrentadas para construir uma vida em Mato Grosso, ele considera que sua própria caminhada representa a continuidade de um trabalho iniciado pela geração anterior.

Segundo Galvan, as condições enfrentadas pelos pais eram diferentes das atuais, com menos recursos, tecnologia e acesso à informação. Ainda assim, os ensinamentos recebidos permaneceram como referência para a construção de sua trajetória.

A sucessão familiar, em muitos casos, acontece de maneira gradual. Os filhos crescem acompanhando os pais, conhecem a rotina da propriedade e, com o passar dos anos, assumem novas responsabilidades.

É o que ocorre na família do produtor rural Célio Riffel. Ele conta que os filhos cresceram no interior e tiveram contato direto com a atividade rural. Com o tempo, um deles passou a assumir parte significativa da condução da lavoura.

Para Riffel, acompanhar essa evolução representa uma conquista pessoal. Ver os filhos interessados pela atividade e preparados para assumir responsabilidades na propriedade é, segundo ele, motivo de satisfação e orgulho.

No campo, a relação entre pais e filhos acaba se misturando à própria história das propriedades. Enquanto uma geração transmite conhecimento e experiência, a seguinte incorpora novas tecnologias, métodos e formas de administrar a produção.

Mais do que garantir a continuidade de uma atividade econômica, essa convivência representa a preservação de histórias familiares, valores e ensinamentos construídos ao longo de décadas.

Neste Dia dos Pais, as histórias dos produtores mato-grossenses reforçam que o maior legado deixado por um pai não está necessariamente na terra ou nos bens materiais, mas nos princípios transmitidos aos filhos e na capacidade de prepará-los para seguir adiante.

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