DEFENSORIA PEDE MORADIA PARA FAMÍLIA QUE PERDEU CASA APÓS ALAGAMENTO EM TANGARÁ

Chamada: Ação judicial busca garantir abrigo temporário e auxílio-moradia para mãe, duas filhas e uma bebê que ficaram desalojadas após residência ser inundada.
Por Redação / Foto: Divulgação
A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) ingressou com uma ação na Justiça contra o Município de Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, para garantir moradia provisória e auxílio-moradia a uma família que ficou desabrigada após ter a casa tomada pela água durante fortes chuvas registradas no dia 19 de junho.
O pedido de urgência foi protocolado pela defensora pública Ana Lúcia Gonçalves Bandeira Duarte e busca assegurar uma solução habitacional temporária para a manicure Zayama Kelly de Oliveira, de 38 anos, e suas três dependentes: as filhas Aiumy Zayma de Oliveira Gonçalves, de 18 anos, e uma adolescente de 14 anos, além da neta de apenas 1 ano.
Segundo a ação, a família vivia no imóvel há aproximadamente 15 anos e nunca havia enfrentado problemas semelhantes. Após o alagamento, uma vistoria da Defesa Civil apontou que a residência não apresenta mais condições adequadas de segurança.
De acordo com o relato da moradora, a situação teria ocorrido após uma intervenção realizada pela prefeitura em um imóvel vizinho. Durante a demolição, parte do muro que separava os terrenos e o meio-fio da rua teriam sido removidos, comprometendo a estrutura de contenção da área.
“Eles que derrubaram o meio-fio e o muro com a máquina. A casa fica em uma parte mais baixa e, sem essa proteção, a força da água acabou causando toda essa situação”, afirmou Zayama.
FAMÍLIA PERDEU MÓVEIS E PRECISOU DE AJUDA
Com a entrada da água e o comprometimento do piso da residência, a família perdeu diversos bens, incluindo geladeira, camas e utensílios domésticos. Sem condições financeiras para arcar com aluguel ou reforma, as moradoras passaram a buscar alternativas temporárias.
Inicialmente, Zayama e uma das filhas ficaram abrigadas no salão onde ela trabalha, mas precisaram deixar o espaço após a proprietária informar que o local era destinado apenas para atividade comercial.
Atualmente, a família está em uma casa cedida por uma cliente da manicure, porém a permanência deve durar apenas 30 dias. A moradora afirma que precisa de apoio até conseguir reorganizar a vida financeira e recuperar o imóvel.
“Eu preciso de algo temporário até conseguir me restabelecer e também de auxílio para conseguir reconstruir minha casa”, declarou.
DEFENSORIA COBRA PROVIDÊNCIAS DO MUNICÍPIO
A família está cadastrada no Cadastro Único (CadÚnico) e tem renda aproximada de R$ 2 mil mensais, sendo Zayama a única responsável pelo sustento do lar. Mesmo diante das dificuldades, ela manteve os atendimentos no salão para garantir a renda.
O caso mobilizou moradores da região, que contribuíram com doações de alimentos, móveis e serviços voluntários para ajudar na recuperação da família.
Na ação, a Defensoria Pública solicita que o Município de Tangará da Serra ofereça uma solução emergencial, que pode incluir hospedagem temporária, disponibilização de imóvel público ou pagamento de aluguel social em valor suficiente para garantir condições dignas de moradia.
A decisão sobre o pedido de urgência ainda será analisada pela Justiça.
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