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DEFESA PEDE REVOGAÇÃO DA PRISÃO DE ADVOGADA E QUESTIONA ATUAÇÃO DA PF EM OPERAÇÃO

Advogado aponta que diligência teria começado antes da chegada de representante da OAB e afirma que decisão judicial não teria considerado a condição de advogada e mãe de criança menor de 12 anos

DA REDAÇÃO
Foto: Reprodução

A defesa da advogada Thatiana pretende contestar a prisão preventiva decretada durante uma operação da Polícia Federal que investiga um grupo suspeito de atuar no transporte internacional de drogas e armas por meio de aeronaves e pistas clandestinas. O advogado Fernando sustenta que houve irregularidades no cumprimento da diligência e afirma que a decisão judicial não teria levado em consideração circunstâncias pessoais da investigada.

Segundo a defesa, a diligência teria sido iniciada antes da chegada de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), apesar de Thatiana exercer a advocacia. O argumento é de que a equipe policial deveria ter aguardado o acompanhamento da entidade antes de dar início ao procedimento relacionado à investigada.

Outro ponto apresentado pelo advogado envolve a situação familiar de Thatiana. Conforme Fernando, ela é responsável pelos cuidados diários da filha, que tem menos de 12 anos. A defesa afirma que a decisão que determinou a prisão preventiva não teria registrado nem a condição profissional da investigada como advogada nem a existência da criança.

Diante dos argumentos, a defesa informou que pretende solicitar à Justiça a revogação da prisão preventiva ou, alternativamente, a substituição da medida por cautelares diversas da prisão. Caso o pedido não seja acolhido em primeira instância, o advogado afirmou que deverá recorrer ao Tribunal.

A operação cumpriu mandados judiciais em Cuiabá, em Mato Grosso, e Palmas, no Tocantins. Ao todo, foram expedidas três ordens de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão. A Justiça Federal também autorizou a apreensão de aeronaves e determinou medidas de bloqueio e sequestro de bens e valores relacionados aos investigados.

As decisões foram expedidas pela 4ª Vara Federal de Palmas. No decorrer da investigação, a Polícia Federal também solicitou a inclusão de dez investigados nos mecanismos de Difusão Vermelha da Interpol, medida utilizada para localizar pessoas procuradas internacionalmente.

Segundo as investigações, o grupo teria envolvimento na organização de voos, utilização de aeronaves e operação de pistas clandestinas para viabilizar o transporte de grandes carregamentos de cocaína e armas de fogo. As cargas, conforme a apuração, teriam como origem Bolívia e Peru e seriam introduzidas em território brasileiro.

As investigações tiveram início após apreensões recentes de entorpecentes realizadas no Tocantins. Os envolvidos são investigados por possíveis crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de outras infrações que possam ser identificadas durante o avanço das apurações.

A advogada foi submetida à audiência de custódia na noite de terça-feira e permanece presa em Cuiabá. As alegações apresentadas pela defesa ainda serão analisadas pelo Poder Judiciário.

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