Saúde

EM VÁRZEA GRANDE, CAPTAÇÃO DE ÓRGÃOS PODE BENEFICIAR ATÉ SEIS PACIENTES QUE AGUARDAM TRANSPLANTE

Nona captação de múltiplos órgãos realizada em Mato Grosso neste ano retirou coração, fígado, dois rins e duas córneas no Hospital Metropolitano

DA REDAÇÃO
Foto: SES-MT

Uma nova operação de captação de múltiplos órgãos foi realizada neste domingo (30), no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, e poderá representar uma nova oportunidade de vida para até seis pessoas que aguardam por transplantes no país. Esta foi a nona captação de múltiplos órgãos realizada em Mato Grosso em 2026, coordenada pela Central Estadual de Transplantes (CET), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Durante o procedimento, foram captados um coração, um fígado, dois rins e duas córneas. Os órgãos e tecidos serão destinados a pacientes compatíveis que estão na fila de transplantes, seguindo os critérios estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

A cirurgia começou às 9h36 e terminou às 12h50. Para que todo o processo fosse realizado dentro dos protocolos de segurança e no tempo necessário para preservar a viabilidade dos órgãos, houve uma mobilização conjunta de equipes especializadas de Mato Grosso e de Brasília (DF).

A operação também contou com o suporte do Sistema Nacional de Transplantes, da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer). A atuação integrada é fundamental para garantir que os órgãos sejam transportados rapidamente e cheguem aos possíveis receptores dentro das condições adequadas.

O secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, destacou que cada captação representa o resultado de uma rede estruturada de profissionais e, principalmente, da decisão de famílias que autorizam a doação de órgãos em um momento marcado pela perda.

Segundo ele, o gesto pode transformar a dor do luto em esperança para pessoas que enfrentam a espera por um transplante e dependem da solidariedade para ter uma nova oportunidade.

A secretária adjunta do Complexo Regulador, Fabiana Bardi, ressaltou que o processo exige planejamento, precisão e integração entre diferentes instituições. De acordo com ela, desde a identificação do potencial doador até a retirada e o encaminhamento dos órgãos, todas as etapas precisam seguir critérios técnicos rigorosos.

A coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Anita Ricarda, reforçou que o trabalho das equipes somente é possível porque existem famílias dispostas a autorizar a doação. Para ela, a decisão permite que órgãos de uma pessoa possam contribuir diretamente para prolongar ou melhorar a vida de outras que aguardam na fila.

A Secretaria de Estado de Saúde reforça que a doação de órgãos depende da autorização da família. Por isso, a orientação é que as pessoas conversem antecipadamente com seus familiares e manifestem claramente o desejo de serem doadoras, para que essa vontade possa ser considerada no momento necessário.

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