Política

PODEMOS ROMPE COM BASE DE PIVETTA E ANUNCIA CANDIDATURA PRÓPRIA AO GOVERNO DE MATO GROSSO

Decisão foi confirmada por Max Russi após partido ficar fora da composição da chapa governista; cenário eleitoral ganha novo rumo às vésperas das convenções

DA REDAÇÃO
Foto: ALMT

A disputa pelo Governo de Mato Grosso ganhou um novo capítulo na reta final que antecede as convenções partidárias. O Podemos decidiu deixar as negociações para integrar a chapa do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e confirmou que terá candidatura própria ao Palácio Paiaguás nas eleições deste ano.

O anúncio foi feito pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi, principal liderança da sigla no Estado. Segundo ele, a definição ocorreu após discussões internas e consenso entre os integrantes do partido.

“O Podemos analisou todos os quadros e decidiu por candidatura própria ao governo”, afirmou Russi.

A decisão foi tomada após o partido não conseguir indicar o candidato a vice-governador na chapa de Pivetta. A vaga acabou sendo destinada ao deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), escolha respaldada pelo ex-governador Mauro Mendes e que encerrou as articulações envolvendo outras legendas da base aliada.

Apesar da confirmação de que disputará o comando do Executivo estadual, o Podemos ainda não oficializou quem será o nome que representará o partido na corrida eleitoral. Nos bastidores, a direção nacional da legenda já defendia há meses uma candidatura própria em Mato Grosso. A presidente nacional do Podemos, deputada federal Renata Abreu, chegou a citar publicamente Max Russi como uma alternativa para liderar o projeto, embora o parlamentar nunca tenha confirmado interesse na disputa.

A decisão também altera o cenário das articulações políticas no Estado. Recentemente, o senador Wellington Fagundes (PL), que também disputa o Governo de Mato Grosso, havia sinalizado interesse em contar com o apoio do Podemos. Com o posicionamento anunciado nesta segunda-feira, a legenda opta por seguir de forma independente no processo eleitoral.

Disputa pela vice movimentou bastidores

A definição do vice na chapa de Otaviano Pivetta foi marcada por intensas negociações nos últimos dias. Além de Fábio Garcia, outros nomes chegaram a ser avaliados pelo grupo político.

Entre eles estava a deputada federal Gisela Simona (União Brasil), considerada uma opção estratégica por ampliar a representatividade feminina e fortalecer a presença da chapa na Baixada Cuiabana. O ex-secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, também foi citado nas conversas, mas acabou ficando fora da composição final.

Com o Podemos fora da base governista, a corrida pelo Palácio Paiaguás passa a contar com mais um projeto político, ampliando as possibilidades de disputa e elevando a expectativa para as convenções partidárias desta terça-feira (4), quando as chapas deverão ser oficializadas.

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