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GAECO INVESTIGA SUSPEITAS DE CORRUPÇÃO ENVOLVENDO VEREADORES DE VÁRZEA GRANDE

Inquérito apura denúncias de ameaças, extorsão, chantagem e possíveis irregularidades ligadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal; investigação tramita sob sigilo.

DA REDAÇÃO | FOTO: REPRODUÇÃO

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso, instaurou um inquérito para apurar denúncias de possíveis crimes envolvendo vereadores de Várzea Grande. Entre as suspeitas relatadas estão corrupção, ameaças, extorsão, chantagem e cárcere privado.

As denúncias envolvem o presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), e outros parlamentares. O caso ganhou repercussão em maio deste ano, em meio às articulações para a eleição da Mesa Diretora do Legislativo municipal.

Conforme informações divulgadas sobre a investigação, a denúncia aponta a possível existência de um grupo que buscaria manter influência sobre decisões políticas e administrativas do município. Também são apuradas suspeitas relacionadas a uma possível articulação para afastar a prefeita Flávia Moretti (PL).

O procedimento está sob sigilo, e as acusações ainda dependem de apuração pelas autoridades competentes. A existência de uma investigação não significa que os citados tenham sido condenados ou que as suspeitas estejam comprovadas.

Denúncias envolvem eleição da Mesa Diretora

As suspeitas vieram à tona às vésperas da eleição da Mesa Diretora da Câmara, realizada em 14 de maio. Entre os pontos relatados estão possíveis irregularidades nas articulações políticas, supostas vantagens indevidas e questionamentos envolvendo contratos e decisões administrativas.

Em junho, informações publicadas sobre o caso indicavam que o Gaeco avançava na apuração e ouvia vereadores. Na ocasião, o órgão não havia divulgado quais parlamentares tinham sido interrogados, em razão do sigilo do procedimento.

Caso também envolve disputa política no município

O episódio ocorre em meio a um cenário de tensão entre integrantes do Legislativo e o Executivo de Várzea Grande. Em maio, a prefeita Flávia Moretti também procurou a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) para denunciar uma suposta irregularidade em um decreto de remanejamento orçamentário de R$ 215 mil. Segundo a gestora, o documento teria sido inserido no sistema sem sua autorização.

Essa denúncia é um procedimento distinto e não deve ser confundida com a investigação conduzida pelo Gaeco, embora ambos os episódios tenham sido noticiados no contexto da crise política municipal.

O Povo MT segue acompanhando os desdobramentos das investigações e eventuais manifestações oficiais das autoridades envolvidas.

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