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PF INVESTIGA DEPUTADO ELEITO E BLOGUEIRA APÓS DESTRUIÇÃO DE PANFLETOS CONTRA FLÁVIO BOLSONARO EM UNIVERSIDADE

Caso ocorreu na Universidade Federal de Roraima; estudantes afirmam que materiais eleitorais foram rasgados após questionamentos sobre a legalidade da propaganda.

DA REDAÇÃO | FOTO: REPRODUÇÃO

A Polícia Federal (PF) investiga o deputado estadual eleito em Roraima Marcinho Belota (PL) e a blogueira de direita e ex-candidata a deputada federal Athally Albuquerque (Republicanos) após um episódio envolvendo a destruição de panfletos eleitorais contrários ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), na Universidade Federal de Roraima (UFRR), em Boa Vista.

O caso ocorreu em 16 de outubro, quando os dois foram até o bloco de Direito da instituição e rasgaram materiais produzidos por estudantes. Segundo relatos, eles alegaram que o conteúdo divulgado era “fake news” e que a propaganda eleitoral seria irregular.

De acordo com informações atribuídas ao Ministério Público Federal (MPF), denúncias encaminhadas ao órgão apontam que Belota e Athally procuraram inicialmente a Reitoria da universidade para questionar os panfletos. Na ocasião, o reitor teria analisado o material e considerado que ele estava dentro dos limites permitidos pela legislação eleitoral.

Mesmo após essa avaliação, os dois teriam se dirigido ao bloco de Direito e destruído os impressos, sem determinação da Justiça Eleitoral.

Imagens registradas por estudantes mostram o momento em que os materiais são rasgados dentro de uma sala e, posteriormente, descartados em uma lixeira.

DEPUTADO PUBLICOU MENSAGEM NAS REDES SOCIAIS

No dia 17 de outubro, um dia após o episódio, Marcinho Belota publicou nas redes sociais uma fotografia da entrada da Faculdade de Direito da UFRR. No local, havia uma faixa com a frase “Direito UFRR. Antifascista”.

Na legenda, o deputado escreveu: “Sim, isso é uma faculdade pública… Tudo o que estão falando é o contrário… Eu tava até de boa, agora vamos começar. Eu estava esperando o refrão ‘reecuaa facista, recuaaaa’”.

A publicação ocorreu em meio à repercussão do caso e às discussões sobre a manifestação política dos estudantes no ambiente universitário.

POLÍCIA FEDERAL CONFIRMA INVESTIGAÇÃO

Em nota, a Polícia Federal confirmou que tomou conhecimento do episódio e informou que investiga o caso.

O Ministério Público Federal também recebeu uma representação relacionada à ocorrência. Até o momento, as informações apresentadas não permitem afirmar que houve conclusão da investigação ou responsabilização dos envolvidos.

O caso levanta discussões sobre liberdade de expressão, manifestação política nas universidades e os limites legais de eventuais intervenções em materiais produzidos por estudantes durante o período eleitoral.

O Povo MT acompanha os desdobramentos da investigação e eventuais manifestações oficiais dos envolvidos.

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