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POLÍCIA CIVIL DESARTICULA GRUPO QUE USAVA FALSAS NEGOCIAÇÕES PARA ROUBAR VÍTIMAS EM CUIABÁ

Criminosos simulavam interesse na compra de produtos anunciados pelas vítimas e usavam armas de fogo para praticar os assaltos; investigação aponta ao menos seis

DA REDAÇÃO
Foto: Polícia Civil de Mato Grosso

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (19), em Cuiabá, a Operação Armadilha, para cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra um jovem de 22 anos investigado por envolvimento em uma série de roubos praticados com emprego de arma de fogo na Capital.

As ordens judiciais foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, a partir das investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf).

Segundo a Polícia Civil, o investigado teria participação em pelo menos seis roubos majorados registrados recentemente na cidade. A apuração aponta que os crimes eram praticados com a participação de comparsas e seguiam uma estratégia semelhante para atrair as vítimas.

FALSAS NEGOCIAÇÕES

De acordo com as investigações, os suspeitos monitoravam anúncios de produtos e entravam em contato com os proprietários fingindo interesse em realizar a compra.

Após estabelecerem contato, combinavam um local para o suposto negócio. No momento do encontro, porém, a situação mudava: os criminosos anunciavam o assalto e, mediante ameaças e uso de armas de fogo, roubavam os pertences das vítimas.

Uma das vítimas relatou aos investigadores que os autores utilizavam coletes balísticos com inscrição da Polícia Militar durante a ação criminosa.

INVESTIGADO É FILHO DE POLICIAL

Um dos mandados de busca foi cumprido em uma residência localizada no bairro Altos da Serra, em Cuiabá, onde o principal investigado mora com o pai.

A ação é acompanhada pela Corregedoria da Polícia Militar, devido ao fato de o suspeito ser filho de um policial da corporação.

A Polícia Civil identificou, até o momento, seis vítimas que teriam sido alvo de roubos com características semelhantes nos últimos dois meses.

Três dos crimes ocorreram entre os dias 15 e 18 de junho de 2026. O investigado também é apontado como possível envolvido em outras três ocorrências registradas nos meses de julho e agosto.

As diligências continuam para verificar se o grupo está relacionado a outros roubos cometidos em Cuiabá e identificar possíveis novas vítimas.

NOME DA OPERAÇÃO

A operação recebeu o nome de Armadilha em referência ao método utilizado pelos criminosos. Eles atraíam as vítimas por meio de falsas negociações e, após marcar os encontros, transformavam os supostos negócios em abordagens violentas para subtrair os bens sob ameaça de armas de fogo.

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