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Polícia Civil deflagra operação contra autores de ataques e difamações a autoridades em redes sociais

Ação investiga perfis que teriam disseminado ofensas, acusações falsas e conteúdos manipulados contra políticos e gestores públicos em Mato Grosso

Da Redação | Foto: Assessoria | Polícia Civil-MT

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quarta-feira (20.5), em Rondonópolis, a Operação Stop Hate, com o objetivo de cumprir ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura crimes de perseguição, calúnia, difamação e injúria qualificada contra autoridades dos poderes Legislativo e Executivo.

De acordo com a corporação, as publicações eram feitas por meio de redes sociais e, segundo as investigações, ultrapassavam os limites da liberdade de expressão, configurando possíveis crimes contra a honra e prática de perseguição digital.

Operação cumpriu cinco ordens judiciais

Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão domiciliar e duas medidas cautelares diversas, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá.

As ações foram executadas por equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), com apoio da Delegacia Regional e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.

Investigações apontam uso de perfis para ataques sistemáticos

As apurações indicam que perfis no Instagram estariam sendo utilizados para a divulgação reiterada de conteúdos ofensivos, com acusações sem comprovação contra autoridades públicas e políticos de Rondonópolis.

Entre os casos citados, há a imputação falsa de crime de homicídio a um secretário municipal, além de acusações de corrupção sem respaldo investigativo contra integrantes do Executivo municipal. Também foram identificadas postagens com vídeos e imagens produzidas por inteligência artificial, com conteúdo considerado vexatório.

As investigações ainda apontam que um deputado estadual teria sido alvo de publicações que o relacionavam a suposto uso de “testa de ferro”, termo que sugere intermediação para práticas ilícitas, o que teria causado abalo à honra do parlamentar.

Dispositivos apreendidos serão periciados

Com base nas provas reunidas, a Justiça autorizou buscas em endereços ligados aos investigados, além da apreensão de celulares, computadores e mídias digitais. Todo o material será analisado para aprofundamento das investigações.

Também foram impostas medidas cautelares que proíbem novas publicações envolvendo as vítimas e vedam qualquer tipo de contato entre os investigados.

Segundo o delegado titular da DRCI, Sued Dias Junior, as medidas foram necessárias para interromper a continuidade das condutas investigadas e preservar provas digitais.

Os equipamentos apreendidos serão encaminhados à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para análise de conteúdo e extração de novas evidências.

Operação segue em andamento

A investigação continua e novas diligências não estão descartadas. A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil dentro da Operação Pharus, voltada ao enfrentamento de crimes praticados por grupos e indivíduos em diferentes frentes.

A Polícia Civil reforça que o caso segue em apuração e pode ter desdobramentos nas próximas fases da investigação.

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