STF mantém liberdade de veterinário investigado após perícia apontar defeito em tornozeleira
Alexandre de Moraes descartou prisão preventiva de empresário de Cuiabá ao concluir que alerta de rompimento foi causado por falha técnica no equipamento eletrônico
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou o pedido de prisão preventiva do empresário e médico-veterinário César Guimarães Galli Júnior, após uma perícia técnica confirmar defeito na tornozeleira eletrônica utilizada por ele.
Proprietário da clínica veterinária Vivet, em Cuiabá, Galli é investigado pela Polícia Federal na Operação Lesa Pátria, que apura a participação de envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, registrados na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
O empresário responde ao processo em liberdade desde janeiro de 2024, quando obteve autorização judicial após apresentar problemas de saúde. Ele é acusado pelos crimes de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
O caso voltou a ser analisado após a Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso informar ao STF um alerta de “rompimento de cinta” emitido pelo equipamento de monitoramento eletrônico utilizado pelo investigado.
A defesa alegou que o aviso foi provocado por uma falha no dispositivo. Em decisão assinada no último dia 11 de maio, Alexandre de Moraes destacou que a tornozeleira passou por perícia especializada, que confirmou defeito eletrônico no aparelho.
De acordo com o relatório técnico, mesmo após o alerta de rompimento, o empresário continuou sendo monitorado normalmente pelas autoridades, o que afastou a possibilidade de descumprimento intencional das medidas cautelares impostas pela Justiça.
Autor: Redação
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