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MICHELLY REBATE ABILIO POR COMENTÁRIO SOBRE CANDIDATURA: “QUERENDO DECIDIR O FUTURO DE TODO MUNDO”

Vereadora afirma que candidatura a deputada estadual não impede participação nas articulações para a próxima Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá

POR LUCIANA BUENO | FOTO: O POVO MT

A vereadora Michelly Alencar (União Brasil), candidata a deputada estadual nas eleições de 2026, reagiu nesta terça-feira (29) às declarações do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), sobre sua participação nas articulações para a próxima Mesa Diretora da Câmara Municipal.

Michelly integra o grupo de vereadores que apoia o vereador Ilde Taques na disputa pelo comando do Legislativo cuiabano. A composição ganhou força nos últimos dias e passou a reunir 15 parlamentares, número que representa maioria entre os 27 vereadores da Casa.

A manifestação de Michelly ocorreu após Abilio questionar a presença de vereadores que disputam as eleições deste ano nas articulações para a composição da Mesa Diretora que comandará a Câmara no próximo biênio.

Em resposta, a vereadora afirmou que o prefeito estaria antecipando um resultado eleitoral que ainda não aconteceu.

“Ele olhou na bola de cristal dele e previu o que nós vamos ter nas eleições”, afirmou Michelly, ao rebater a avaliação de Abilio.

A parlamentar também contestou a ideia de que sua candidatura a deputada estadual seja incompatível com a participação na formação da chapa para a Mesa Diretora. Segundo ela, o fato de estar concorrendo a outro cargo eletivo não significa que o grupo precise abandonar as articulações dentro da Câmara.

Michelly destacou ainda que, caso seja eleita deputada estadual, existem outros vereadores que podem ocupar seu espaço na composição da Mesa. A vereadora afirmou que o grupo conta com 15 parlamentares e que a eventual mudança de cenário após as eleições não inviabilizaria a articulação construída até agora.

A fala ocorre justamente em um momento de forte movimentação política dentro da Câmara de Cuiabá. A disputa pela próxima Mesa Diretora se intensificou nas últimas semanas e passou a envolver diretamente o prefeito Abilio Brunini, que defende a permanência de Paula Calil (PL) no comando da Casa. Do outro lado, Ilde Taques consolidou um grupo de 15 vereadores em torno de sua candidatura. 

DISPUTA GANHOU FORÇA

A composição liderada por Ilde ganhou um novo impulso na última sexta-feira (25), quando a vereadora Baixinha Giraldelli anunciou apoio ao grupo. Com a adesão, a candidatura passou a contabilizar 15 apoios, incluindo Michelly Alencar.

Entre os parlamentares que declararam apoio ao grupo estão Daniel Monteiro, Alex Rodrigues, Adevair Cabral, Dídimo Vovô, Sargento Joelson, Chico 2000, Jeferson Siqueira, Dra. Mara, Katiuscia Manteli, Maria Avalone, Maysa Leão, Eduardo Magalhães e Baixinha Giraldelli, além do próprio Ilde e de Michelly. 

A movimentação provocou reação direta de Abilio, que afirmou publicamente que a formação do grupo representaria um aumento da oposição dentro do Legislativo.

O prefeito também já havia questionado especificamente a participação de Michelly e de outros vereadores candidatos nas articulações para a próxima Mesa. Na avaliação apresentada por Abilio, o resultado das eleições estaduais de 4 de outubro poderia alterar o cenário da disputa interna da Câmara.

Em declaração anterior, o prefeito afirmou que os vereadores que disputam mandatos neste ano poderiam rever suas posições após o resultado das urnas. 

MICHELLY DIZ QUE GRUPO TEM ALTERNATIVAS

Ao rebater esse entendimento, Michelly sinalizou que o grupo não depende exclusivamente de sua permanência na Câmara para manter a articulação.

A vereadora explicou que, caso seja eleita deputada estadual e deixe o Legislativo cuiabano, outros nomes poderão assumir a função que hoje está sendo discutida na composição da Mesa.

A estratégia, portanto, considera a possibilidade de alterações no grupo após o resultado das eleições, sem que isso signifique necessariamente o fim da articulação construída em torno de Ilde.

A declaração também evidencia o clima de disputa política que antecede a eleição da Mesa Diretora. A votação está prevista para ocorrer em outubro, depois das eleições estaduais, o que faz com que o resultado das urnas possa interferir nas negociações entre os vereadores.

ABILIO QUESTIONA APOIO DE VEREADORAS

Nesta terça-feira, Abilio voltou a criticar a movimentação de parte das vereadoras que deixaram de apoiar a atual presidente da Câmara, Paula Calil, e passaram a integrar o grupo de Ilde.

O prefeito classificou como “incoerência” o fato de parlamentares que defendem o empoderamento feminino apoiarem uma chapa liderada por um homem. A declaração foi feita ao comentar a composição que atualmente reúne 15 vereadores. 

A disputa ocorre depois de uma ruptura na composição da atual Mesa Diretora, que foi formada integralmente por mulheres. Michelly ocupava a segunda vice-presidência da Casa, ao lado de Paula Calil, Maysa Leão, Katiuscia Manteli e Dra. Mara. Com o avanço da nova articulação, parte dessas parlamentares passou a apoiar o grupo de Ilde. 

ELEIÇÃO DA MESA

Apesar de o grupo de Ilde afirmar que já possui 15 votos, a definição da próxima Mesa Diretora ainda depende da votação dos vereadores. A eleição está prevista para 6 de outubro.

O cenário também está diretamente ligado às eleições de 4 de outubro, já que Michelly e outros parlamentares que integram as articulações estão concorrendo a cargos nas eleições estaduais.

Com isso, a disputa pela Mesa Diretora entrou em uma fase de intensa negociação, envolvendo não apenas a escolha do próximo presidente da Câmara, mas também as posições políticas dos vereadores diante do resultado das urnas.

A troca de declarações entre Michelly e Abilio aumenta a tensão nos bastidores da política cuiabana e mostra que a composição da próxima Mesa Diretora continua sendo um dos principais pontos de articulação política no Legislativo municipal.

O Povo MT segue acompanhando as movimentações na Câmara de Cuiabá e as articulações que antecedem a eleição da nova Mesa Diretora.

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