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CÁRMEN LÚCIA RELEMBRA TRAJETÓRIA NO STF E DIZ QUE NÃO ABRIU MÃO DE QUEM É

Única mulher atualmente no Supremo, ministra afirmou em palestra que sua atuação é pautada pela honestidade, consciência e respeito à Constituição

DA REDAÇÃO | FOTO: REPRODUÇÃO

A ministra Cármen Lúcia, única mulher atualmente no Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma declaração sobre sua trajetória na Corte durante palestra realizada há quatro meses no Instituto FHC. Ao falar sobre os anos de atuação no Supremo, a ministra destacou que sua passagem pela instituição não alterou os princípios que orientam sua vida e sua atuação pública.

Durante a palestra, Cármen Lúcia resumiu sua relação com o STF ao afirmar que não mudou a Corte, mas também não permitiu que o Supremo mudasse quem ela é.

A ministra também deixou uma mensagem sobre a forma como conduz sua atuação no Judiciário, ressaltando que suas decisões são tomadas com base em seus princípios e no respeito à Constituição.

“Podem dormir tranquilos, porque tudo o que faço é feito com honestidade, consciência e respeito à Constituição.”

A declaração voltou a ganhar destaque em meio ao atual debate sobre o papel do Supremo Tribunal Federal, a atuação de seus ministros e a necessidade de preservar a independência e a imparcialidade do Judiciário.

TRAJETÓRIA NO SUPREMO

Cármen Lúcia ocupa uma cadeira no STF desde 2006, quando foi indicada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao longo de sua trajetória na Corte, também exerceu a presidência do Supremo entre 2016 e 2018.

Além da atuação no STF, a ministra presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 2012 e 2013 e voltou ao comando da Corte eleitoral em 2024.

Sua presença no Supremo também ganhou destaque por ser, atualmente, a única mulher entre os 11 ministros da Corte.

ATUAÇÃO E PRINCÍPIOS

Na palestra, Cármen Lúcia apresentou uma reflexão pessoal sobre sua trajetória e reforçou a importância de manter convicções e princípios mesmo diante das responsabilidades e da exposição inerentes ao cargo de ministra do STF.

Outro aspecto frequentemente associado à imagem pública da ministra é sua trajetória profissional e familiar. Cármen Lúcia é conhecida por uma atuação predominantemente acadêmica e institucional, e informações públicas apontam que familiares próximos não mantêm escritório de advocacia voltado à atuação perante o Supremo.

O tema ganha relevância especialmente em momentos em que questões relacionadas a possíveis conflitos de interesses, relações entre advogados e ministros e independência judicial entram no debate público.

A declaração feita no Instituto FHC, portanto, recupera uma posição pessoal da ministra sobre sua atuação no Supremo: a de que a função exercida na Corte não deve afastá-la dos valores que orientaram sua trajetória antes de chegar ao mais alto tribunal do país.

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