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PADARIA INTERDITADA DESDE 2025 É FECHADA APÓS FUNCIONAR IRREGULARMENTE EM CUIABÁ

Estabelecimento continuava produzindo e comercializando alimentos mesmo após interdição da Vigilância Sanitária; local apresentava condições inadequadas de higiene

DA REDAÇÃO | FOTO: POLÍCIA CIVIL

Uma padaria localizada no bairro Jardim Independência, em Cuiabá, foi novamente interditada nesta quarta-feira (23) após ser flagrada funcionando de forma irregular, mesmo estando impedida de produzir e comercializar alimentos desde agosto de 2025. A fiscalização foi realizada em uma ação conjunta da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp) e da Vigilância Sanitária Municipal.

Durante a operação, as equipes encontraram funcionários produzindo pães e outros produtos de panificação, apesar da interdição vigente. Segundo os órgãos de fiscalização, o estabelecimento também apresentava condições inadequadas de higiene e descumpria as normas sanitárias para a manipulação de alimentos.

A padaria havia sido interditada pela Vigilância Sanitária em agosto do ano passado e estava proibida de produzir, fabricar e comercializar alimentos até que fossem realizadas as adequações necessárias para garantir a segurança dos produtos destinados ao consumo.

A nova fiscalização ocorreu após a Sorp identificar que o estabelecimento continuava funcionando irregularmente. Diante das constatações, a Vigilância Sanitária reiterou a interdição e manteve proibidas as atividades de produção e comercialização de alimentos no local.

Durante a ação, os policiais civis identificaram uma idosa e o filho dela como responsáveis pela padaria. Os dois serão intimados para prestar esclarecimentos na Decon.

A Polícia Civil também instaurará um inquérito para apurar a possível prática de crime contra as relações de consumo, relacionado à fabricação e ao fornecimento de produtos impróprios para o consumo humano.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, os responsáveis poderão responder com base na Lei nº 8.137/1990, que prevê pena de até cinco anos de prisão, além de multa, para determinados crimes contra as relações de consumo.

O delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, destacou a importância da participação da população na identificação de irregularidades em estabelecimentos comerciais.

“O consumidor que verificar condições precárias de higiene, comercialização de produtos impróprios ou qualquer outra irregularidade deve comunicar os órgãos competentes, contribuindo para a proteção da saúde pública e para a responsabilização dos envolvidos”, afirmou.

O Povo MT segue acompanhando as fiscalizações e as medidas adotadas pelos órgãos responsáveis pela proteção do consumidor e da saúde pública.

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