
Valor médio ficou em R$ 889,63 nesta semana; batata e tomate acumulam fortes altas no comparativo anual
DA REDAÇÃO | FOTO: REPRODUÇÃO
Depois de três semanas consecutivas de alta e de alcançar a marca de R$ 900, a cesta básica voltou a apresentar redução de preço em Cuiabá. O levantamento mais recente apontou valor médio de R$ 889,63, uma queda de 1,17% em relação à semana anterior.
Apesar do recuo, o custo dos alimentos permanece significativamente acima do registrado no mesmo período de 2025. Na comparação anual, a cesta básica está 13,19% mais cara. No ano passado, o valor médio era de R$ 785,97.
Os dados são do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), que avalia semanalmente o comportamento dos principais produtos que compõem a cesta de consumo das famílias.
De acordo com o instituto, a redução registrada nesta semana pode representar uma acomodação pontual dos preços após o período de altas consecutivas. O cenário, porém, ainda demonstra uma elevação relevante quando analisado em relação ao ano anterior, indicando que o custo da alimentação permanece em um patamar elevado para os consumidores da capital.
BATATA SEGUE 129% MAIS CARA QUE EM 2025
Entre os produtos que continuam pressionando o valor da cesta estão verduras e legumes, cujo comportamento é influenciado diretamente pelas condições climáticas e pela disponibilidade dos produtos no mercado.
A batata apresentou queda de 3,73% na comparação semanal e passou a ser comercializada, em média, por R$ 7,39 o quilo.
Mesmo com a redução recente, o produto permanece entre os que registram maior diferença no comparativo anual. O preço atual está 129,31% acima do observado no mesmo período de 2025, quando o quilo da batata custava, em média, R$ 3,22.
Segundo o IPF-MT, a diminuição das chuvas nas regiões produtoras permitiu a retomada do cronograma de colheitas. Com o avanço da produção e o aumento da oferta, houve maior disponibilidade do produto no mercado, fator que pode ter contribuído para a redução registrada nesta semana.
TOMATE CAI NA SEMANA, MAS ACUMULA ALTA DE 93%
Outro produto que apresentou recuo recente foi o tomate. O preço médio passou a R$ 10,99 por quilo, uma redução de 8,88% em relação à semana anterior.
Apesar da queda semanal, o tomate ainda acumula uma forte valorização no período de um ano. Na comparação com 2025, o preço está 93,96% maior.
No mesmo período do ano passado, o consumidor encontrava o quilo do produto por aproximadamente R$ 5,67. Atualmente, o valor médio chega a R$ 10,99.
A análise do IPF-MT relaciona o comportamento do produto às condições climáticas. As temperaturas mais amenas provocadas pelo período chuvoso contribuíram para atrasar a maturação do tomate, restringindo a oferta disponível no mercado.
Mesmo diante da menor quantidade do produto, o instituto avalia que os preços elevados podem ter dificultado o escoamento da produção. Essa combinação de fatores pode ter contribuído para o recuo observado nesta semana.
CAFÉ TAMBÉM APRESENTA REDUÇÃO
O café foi outro item que registrou queda no período. O preço médio da embalagem de 500 gramas ficou em R$ 27,38, uma redução de 2,67% na variação semanal.
Assim como ocorre com outros produtos, porém, o recuo recente ainda não foi suficiente para devolver o preço aos níveis registrados no ano passado. Na comparação anual, o café está 22,59% mais caro.
Segundo o IPF-MT, o aumento da oferta do produto, tanto em razão das colheitas quanto da disponibilidade dos estoques, elevou a quantidade de café nos mercados interno e externo.
Esse cenário de maior oferta pode ter contribuído para a redução dos preços observada no período.
PREÇO AINDA REFLETE CUSTO ELEVADO DA ALIMENTAÇÃO
Na avaliação do presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, o recuo semanal representa uma melhora pontual no comportamento de alguns produtos, mas ainda existe uma diferença significativa em relação aos preços registrados em 2025.
“A distância em relação aos preços de 2025 permanece expressiva em alguns alimentos, indicando que a redução recente ainda não foi suficiente para recompor integralmente os níveis anteriores”, afirmou Tião da Zaeli.
O presidente da entidade também destacou que a formação dos preços no varejo depende de fatores relacionados tanto à disponibilidade física dos produtos quanto à capacidade de consumo das famílias.
Nesse cenário, mesmo quando ocorre aumento da oferta de determinado alimento, a reação dos preços depende da capacidade de absorção do mercado consumidor.
A queda de 1,17% registrada nesta semana interrompe, portanto, uma sequência de três semanas de alta na cesta básica de Cuiabá. Ainda assim, o valor médio de R$ 889,63 permanece 13,19% acima do observado há um ano.
O comportamento dos alimentos, especialmente de produtos influenciados pelas condições climáticas, deve continuar sendo acompanhado pelo IPF-MT nas próximas semanas para identificar se o recuo representa uma acomodação temporária ou o início de uma trajetória mais prolongada de redução.
O Povo MT segue acompanhando os preços dos alimentos e os impactos do custo da cesta básica no orçamento das famílias de Cuiabá.



