
Militares atuam neste sábado (26) em diferentes regiões do Estado para conter as chamas e evitar a propagação dos focos
DA REDAÇÃO | FOTO: CBMMT
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atua neste sábado (26) no combate a 13 incêndios florestais registrados em diferentes municípios do Estado. As equipes trabalham de forma contínua para conter o avanço das chamas, controlar os focos ativos e reduzir os riscos de propagação do fogo.
As ocorrências são atendidas em Marcelândia, Ribeirão Cascalheira, Ponte Branca, Alto Araguaia, Nossa Senhora do Livramento, Nova Ubiratã, Juína, Novo Santo Antônio, Paranatinga, Juara e Peixoto de Azevedo.
Marcelândia concentra o maior número de ocorrências, com três frentes de combate, sendo uma delas localizada na divisa com o município de União do Sul. Nas demais localidades, os bombeiros também permanecem mobilizados em ações de combate direto, monitoramento e controle dos incêndios.
De acordo com o CBMMT, as equipes atuam de maneira estratégica para impedir o avanço das chamas, proteger áreas atingidas e preservar vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.
Conforme a necessidade de cada ocorrência, o trabalho conta com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada amplia a capacidade de resposta das forças de segurança no enfrentamento aos incêndios florestais.
FOCOS DE CALOR
Nas últimas 24 horas, Mato Grosso registrou seis focos de calor, segundo a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com dados do satélite de referência Aqua Tarde.
Dos seis registros, três ocorreram no bioma Amazônia e três no Cerrado.
Também foram identificados três focos de calor em Terras Indígenas, todos na Terra Indígena Utiariti, localizada em Campo Novo do Parecis.
O Corpo de Bombeiros alerta, porém, que a identificação de um foco de calor não significa necessariamente a existência de um incêndio florestal. O registro indica uma área com temperatura elevada detectada por satélite, que pode ou não estar relacionada à presença de fogo.
Em geral, a identificação de um incêndio florestal considera a concentração de diversos focos de calor em uma mesma região.
No caso das Terras Indígenas, o combate aos incêndios é de responsabilidade dos órgãos do Governo Federal, já que o Estado não possui autorização para atuar nessas áreas.
OPERAÇÃO INFRAVERMELHO
Além do combate direto às chamas, o CBMMT mantém ações de fiscalização e monitoramento por meio da Operação Infravermelho.
O acompanhamento é realizado pela Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá. Com auxílio de imagens de satélite e outras tecnologias, os militares monitoram áreas que apresentam risco de incêndio ou onde o fogo tenha sido iniciado de maneira irregular.
A operação busca antecipar a identificação de possíveis incêndios, fortalecendo as ações de prevenção e também a responsabilização de quem utiliza o fogo de forma ilegal.
INCÊNDIOS JÁ EXTINTOS
Desde o início do período proibitivo para o uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros já atuou na extinção de incêndios em Água Boa, Aripuanã, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Lambari D’Oeste, Luciara, Matupá, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia e União do Sul.
USO DO FOGO ESTÁ PROIBIDO
O CBMMT reforça que está proibido o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026.
Nas áreas urbanas, a utilização do fogo é proibida durante todo o ano.
A prática irregular pode configurar crime ambiental e resultar em penalidades previstas na legislação. Além dos impactos ambientais, o fogo sem autorização representa riscos à saúde da população e à segurança de pessoas e propriedades.
Casos de uso irregular do fogo podem ser denunciados pelos números 193, do Corpo de Bombeiros Militar, ou 190, da Polícia Militar.



