
Equipe Temos Potencial criou sistema de iluminação pública autônoma com energia solar e armazenamento gravitacional e garantiu vaga na etapa nacional
DA REDAÇÃO | FOTO: SEBRAE/MT
Estudantes da Escola Estadual Waldemon Moraes Coelho, de Campo Verde, conquistaram o primeiro lugar na etapa estadual da 4ª edição do Desafio Liga Jovem, na categoria Ensino Médio, e garantiram uma vaga na etapa nacional da competição, em Brasília.
A equipe Temos Potencial venceu a disputa com um projeto de iluminação pública autônoma desenvolvido para ampliar o acesso à iluminação em áreas rurais e localidades afastadas. A proposta combina energia solar com um sistema de armazenamento gravitacional, reduzindo a dependência da rede elétrica convencional.
Promovido pelo Sebrae/MT, o Desafio Liga Jovem busca estimular estudantes a desenvolver soluções inovadoras para problemas identificados no cotidiano.
Para elaborar o projeto, os estudantes realizaram uma pesquisa com 113 pessoas de 18 municípios de Mato Grosso. Entre os entrevistados, 82% afirmaram ter enfrentado problemas relacionados à iluminação pública nos 12 meses anteriores à pesquisa.
Com a vitória na etapa estadual, a equipe de Campo Verde avançará para a Missão Nacional do Desafio Liga Jovem, em Brasília, onde representará Mato Grosso na próxima fase da competição.
Para a gestora estadual do programa Educação que Transforma do Sebrae/MT, Regiely Cruz, o resultado demonstra a capacidade dos estudantes de transformar conhecimento e pesquisa em soluções para problemas concretos.
“Quando o estudante é incentivado a observar o que acontece ao seu redor, ele passa a enxergar problemas como oportunidades para criar e inovar. Esses projetos mostram justamente isso: jovens que pesquisaram, ouviram pessoas, testaram ideias e buscaram soluções para desafios que fazem parte da realidade de Mato Grosso”, destacou.
PROJETO DE RONDONÓPOLIS FICA EM SEGUNDO
O segundo lugar da etapa estadual ficou com a equipe MT Invictus, do Colégio Adventista de Rondonópolis, que apresentou o projeto AgroAlerta Fogo.
A tecnologia utiliza dados de focos de calor disponibilizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para identificar riscos de incêndios e enviar alertas aos produtores rurais.
Segundo a proposta apresentada pelos estudantes, o sistema pode monitorar propriedades em um raio de até 20 quilômetros e utiliza tecnologia LoRa para ampliar o alcance da comunicação em áreas rurais.
Como premiação pelo segundo lugar estadual, cada integrante da equipe receberá R$ 500.
A competição busca incentivar o protagonismo estudantil e aproximar os jovens da inovação, da pesquisa e do desenvolvimento de soluções voltadas aos desafios encontrados em suas próprias comunidades.



