ABÍLIO DESCARTA IR À INAUGURAÇÃO DO MERCADO MIGUEL SUTIL E VOLTA A CRITICAR CONTRATO DA CS MOBI

Prefeito de Cuiabá questionou os termos da concessão firmada na gestão de Emanuel Pinheiro e afirmou que o ex-prefeito deveria representar o município na inauguração do empreendimento.
DA REDAÇÃO | FOTO: REPRODUÇÃO
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), afirmou que não pretende participar da inauguração do novo Mercado Miguel Sutil, empreendimento executado pela empresa CS Mobi, concessionária responsável também pela administração do estacionamento rotativo na Capital.
A declaração foi feita na terça-feira (27), quando o gestor voltou a criticar o contrato firmado durante a administração do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD). Abílio questionou as condições estabelecidas na concessão e afirmou que os benefícios concedidos à empresa teriam prejudicado os interesses financeiros do município.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de comparecer à inauguração, caso receba convite, o prefeito descartou a participação e fez críticas ao antecessor, em tom de ironia.
“Não vou, não. Eu acho que o Emanuel deve ir na inauguração, acho que ele deve representar o município de Cuiabá, porque é bem a cara dele aquilo ali. Se ele acha que está bonito, o branco pode ter cara bonita, mas por dentro não está tão bonito assim”, declarou.
CPI INVESTIGA CONTRATO DA CS MOBI
As críticas do prefeito ocorrem em meio às investigações conduzidas pela Câmara Municipal de Cuiabá sobre o contrato firmado entre a Prefeitura e a CS Mobi.
O vereador Tenente-coronel Dias (Cidadania), presidente da segunda CPI, apresentou o relatório da comissão na terça-feira (27), apontando questionamentos sobre a estruturação da concessão e as condições estabelecidas no contrato.
O acordo envolve a implantação do estacionamento rotativo, a construção do novo Mercado Miguel Sutil e outras intervenções urbanas, com prazo de concessão de 30 anos.
Os apontamentos da CPI ainda dependem da análise dos órgãos competentes e não representam, por si só, uma decisão judicial sobre a validade do contrato.
A disputa em torno da concessão mantém o empreendimento no centro do debate político entre a atual administração e o grupo do ex-prefeito Emanuel Pinheiro.
O Povo MT segue acompanhando os desdobramentos da investigação e as discussões sobre o futuro do Mercado Miguel Sutil.



