Cattani defende avanço da Ferrogrão e critica demora na liberação do projeto

Deputado afirma que ferrovia será fundamental para reduzir custos logísticos e fortalecer o agronegócio de Mato Grosso
Da Redação | Foto: Marcos Lopes/ALMT
O deputado estadual Gilberto Cattani comentou, na última sexta-feira (22), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu a constitucionalidade da Lei nº 13.452/2017, considerada essencial para a continuidade do projeto da Ferrogrão (EF-170), ferrovia planejada para ligar Sinop, em Mato Grosso, ao município de Itaituba, no Pará.
A legislação altera os limites do Parque Nacional do Jamanxim, localizado no Pará, permitindo o avanço da obra ferroviária. A norma havia sido contestada pelo Partido Socialismo e Liberdade (Psol) por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 6553).
Para Cattani, a decisão representa um avanço importante para a logística de transporte em Mato Grosso e para o escoamento da produção agrícola do estado. Segundo o parlamentar, a implantação da Ferrogrão deve contribuir diretamente para a redução do valor do frete e ampliar a competitividade do agronegócio mato-grossense.
O deputado também criticou a demora no andamento do projeto e afirmou que a obra já poderia estar em fase avançada de execução. Segundo ele, os obstáculos enfrentados ao longo dos últimos anos impediram que parte da ferrovia estivesse concluída.
Durante a declaração, Cattani ainda rebateu críticas relacionadas aos impactos ambientais da obra. O parlamentar argumentou que o traçado da Ferrogrão acompanha áreas já abertas ao longo da BR-163, defendendo que a implantação da ferrovia não causaria novos impactos significativos na região.
O deputado também destacou que o projeto ganhou força durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e criticou o que classificou como barreiras ideológicas ao avanço de grandes obras de infraestrutura no país.
Considerada estratégica para o escoamento da produção do Centro-Oeste ao Arco Norte, a Ferrogrão é apontada como uma das principais obras logísticas previstas para o setor agrícola brasileiro. A expectativa é que a ferrovia facilite o transporte de soja e milho produzidos em Mato Grosso, reduzindo custos e aumentando a eficiência logística do agronegócio nacional.



