Agro

Mato Grosso lidera crescimento no abate de bovinos e amplia participação nacional

Estado registrou aumento de mais de 135 mil cabeças no primeiro trimestre de 2026 e segue na liderança da pecuária brasileira

Por Luciana Bueno
Foto: Sedec-MT

Mato Grosso apresentou o maior crescimento absoluto no abate de bovinos do Brasil no primeiro trimestre de 2026, consolidando sua posição de destaque no setor pecuário nacional. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais.

No comparativo entre os primeiros trimestres de 2025 e 2026, o Estado registrou aumento de 135,11 mil cabeças abatidas, o que representa crescimento de 8,1% no período.

Em âmbito nacional, o Brasil contabilizou alta aproximada de 326,28 mil cabeças abatidas em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o levantamento, 21 das 27 unidades da federação apresentaram crescimento na atividade.

Depois de Mato Grosso, os maiores avanços ocorreram em São Paulo, com aumento de 128,20 mil cabeças, seguido pelo Pará, com 36,34 mil, Rio Grande do Sul, com 20,03 mil, e Bahia, com 16,35 mil. Em contrapartida, Goiás registrou queda de 68,61 mil cabeças, enquanto Mato Grosso do Sul teve redução de 32,64 mil.

Os dados também reforçam a liderança mato-grossense no setor, já que o Estado foi responsável por 17,5% de todo o abate bovino do país durante o período analisado. Na sequência aparecem São Paulo, com 11,6%, Goiás, com 9,2%, e Pará, com 9,1%.

Regionalmente, a região Centro-Oeste concentrou a maior participação nacional no abate de bovinos, representando 36% do total registrado no país. Em seguida aparecem Norte (23,9%), Sudeste (21,5%), Sul (9,4%) e Nordeste (9,1%).

A secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Linacis Lisboa Vogel, destacou que os números reforçam a relevância da pecuária mato-grossense para a economia e para o abastecimento nacional.

“Mato Grosso tem papel estratégico na pecuária brasileira, não apenas pelo volume produzido, mas também pela eficiência e competitividade da cadeia produtiva. O crescimento registrado demonstra a força do setor e sua contribuição para os mercados interno e externo”, afirmou.

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