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APROSOJA-MT ORIENTA PRODUTORES SOBRE PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS DURANTE PERÍODO DE SECA

Cartilha reúne medidas para reduzir riscos e orientar ações rápidas contra o fogo, com atenção especial às propriedades rurais durante a colheita do milho

Da Redação
Foto: Aprosoja-MT

Com a redução das chuvas e a queda da umidade do ar, Mato Grosso entra em um período de maior atenção para os riscos de incêndios. Diante desse cenário, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) reforça a necessidade de planejamento e prevenção nas propriedades rurais.

A entidade elaborou uma cartilha com orientações para auxiliar produtores a se prepararem para eventuais ocorrências de fogo e protegerem lavouras, máquinas, estruturas e demais bens.

O período de seca exige cuidados ainda maiores durante a colheita do milho. A presença de palhada seca aumenta o potencial de propagação das chamas e pode facilitar a ocorrência de incêndios acidentais.

Segundo o 2º diretor administrativo da Aprosoja-MT, Jorge Diego Giacomelli, os produtores devem antecipar medidas de prevenção e manter equipamentos e equipes preparados para uma eventual resposta emergencial.

Entre as recomendações estão a abertura e manutenção de aceiros, a revisão das máquinas utilizadas na colheita e a disponibilidade de recursos para o combate inicial ao fogo.

A orientação também inclui manter água disponível em estruturas e veículos que possam ser utilizados em uma emergência, além de organizar equipes de apoio e patrulhamento nas propriedades e comunidades rurais.

COMUNICAÇÃO PODE AGILIZAR ATENDIMENTO

Outra medida destacada pela Aprosoja-MT é a criação de grupos de comunicação com produtores vizinhos e com o Corpo de Bombeiros da região.

A iniciativa pode facilitar o compartilhamento de informações sobre focos de incêndio, permitir uma mobilização mais rápida e ampliar a capacidade de resposta em situações que possam ameaçar propriedades próximas.

Para a entidade, a prevenção deve envolver toda a comunidade rural, já que o fogo pode ultrapassar os limites de uma propriedade e alcançar áreas de produção, vegetação e regiões habitadas.

PROPRIEDADES DEVEM OBSERVAR REGRAS

Além das medidas preventivas, a cartilha reúne informações sobre obrigações relacionadas à prevenção e ao combate a incêndios em imóveis rurais.

O Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (COMIF), vinculado à Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, estabeleceu medidas mínimas de prevenção e preparação para ocorrências em propriedades rurais por meio de resoluções.

A Resolução COMIF nº 3/2025 estabelece prazo de até dois anos, contado a partir de sua publicação, para adequação às medidas previstas.

Entre as exigências estão a existência de sistemas de comunicação e alerta e a participação em treinamentos voltados à prevenção e ao combate de incêndios.

Nos casos em que houver utilização do fogo, o produtor deve observar a necessidade de autorização prévia do órgão ambiental competente.

Para propriedades médias e grandes, também estão previstas exigências relacionadas à manutenção de aceiros, equipamentos mínimos para uma resposta inicial e sistemas de monitoramento e alerta. Nas pequenas propriedades, as medidas devem considerar a localização e o grau de risco de incêndios definido pelos órgãos responsáveis.

FOGO PODE CAUSAR PREJUÍZOS AO CAMPO

Além dos danos imediatos às plantações, máquinas e estruturas, os incêndios podem comprometer o solo e afetar o sistema produtivo.

A queima da cobertura vegetal e dos resíduos das culturas pode prejudicar mecanismos importantes para a conservação do solo e a manutenção da produtividade das áreas agrícolas.

Por isso, a Aprosoja-MT reforça que o planejamento antes do início de um incêndio é fundamental para reduzir os prejuízos.

Manter máquinas revisadas, aceiros em condições adequadas, água disponível, equipes preparadas e canais de comunicação ativos permite uma reação mais rápida diante de uma ocorrência.

A entidade também destaca que a responsabilidade pela prevenção não se limita ao produtor rural. A participação da população e a comunicação imediata aos órgãos competentes são medidas importantes para evitar que pequenos focos se transformem em incêndios de grandes proporções.

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