Prazo para vacinação contra brucelose termina na terça-feira em Mato Grosso

Produtores rurais devem imunizar bezerras e comunicar a vacinação ao Indea-MT para evitar multas e restrições sanitárias.
DA REDAÇÃO / Foto: Famato
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) reforçou o alerta aos pecuaristas sobre o encerramento da primeira etapa da vacinação obrigatória contra a brucelose no estado. O prazo para imunizar bezerras bovinas e bubalinas com idade entre três e oito meses termina na próxima terça-feira (30).
Após a aplicação da vacina, os produtores também precisam informar a imunização ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT). O prazo para a comunicação segue até o dia 2 de julho.
De acordo com a Famato, apesar do anúncio da Campanha Nacional de Vacinação contra a Brucelose pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o calendário em Mato Grosso permanece inalterado. Dessa forma, segue valendo o cronograma definido pelo Indea-MT.
A brucelose é uma enfermidade infecciosa causada pela bactéria Brucella abortus, atingindo principalmente bovinos e bubalinos. A doença pode provocar impactos significativos nos rebanhos, como abortos, nascimento de animais debilitados, retenção de placenta, queda da fertilidade e redução na produção leiteira.
Além dos prejuízos à atividade pecuária, a doença também representa um risco à saúde humana. Considerada uma zoonose, a brucelose pode ser transmitida às pessoas por meio do contato com animais contaminados ou pelo consumo de leite e derivados não pasteurizados.
Segundo a entidade, a vacinação das bezerras continua sendo uma das principais medidas de prevenção e controle da doença, contribuindo para a manutenção da sanidade animal e para a segurança da produção pecuária.
A Famato recomenda que os produtores evitem deixar a imunização para os últimos dias, reduzindo riscos de dificuldades no agendamento e garantindo o cumprimento das exigências sanitárias.
Conforme a legislação, a vacinação deve ser realizada exclusivamente por médico-veterinário ou vacinador devidamente cadastrado até o dia 30 de junho.
O descumprimento das regras pode gerar penalidades. Segundo a Famato, o produtor que deixar de vacinar os animais dentro da faixa etária obrigatória está sujeito à multa de uma Unidade Padrão Fiscal (UPF/MT) por animal, equivalente a R$ 254,36. Além disso, ficará impedido de emitir a Guia de Transporte Animal (GTA).



