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FLAVIA rebate críticas e diz que Prefeitura não é obrigada a convocar todos os classificados da Saúde em VG

Prefeita afirma que chamamentos seguem número de vagas disponíveis; debate gerou troca de críticas com vereadora Gisa Barros e reclamações de candidatos aprovados.

DA REDAÇÃO / Foto: Prefeitura de Várzea Grande

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, afirmou nesta segunda-feira (30) que a administração municipal não possui obrigação legal de convocar todos os candidatos classificados no Processo Seletivo Simplificado da área da Saúde. A declaração ocorreu após uma discussão envolvendo a gestora e a vereadora Gisa Barros em um grupo de WhatsApp composto por profissionais e candidatos aprovados no certame.

De acordo com a prefeita, embora o processo seletivo tenha registrado aproximadamente mil candidatos classificados, a convocação depende diretamente da quantidade de vagas existentes na estrutura da rede municipal de saúde.

Segundo Flávia, a classificação garante apenas a posição do candidato na lista, não representando direito automático à contratação imediata. Ela comparou a dinâmica do seletivo ao funcionamento de concursos públicos, nos quais os chamamentos são realizados conforme a necessidade da administração.

A gestora explicou ainda que a convocação ocorre de maneira gradativa, seguindo a ordem de classificação, especialmente em situações como abertura de novas vagas ou desistências de candidatos já chamados.

Durante a manifestação, Flávia também criticou a postura da vereadora Gisa Barros, afirmando que há tentativas de pressionar a administração municipal para ampliar o número de convocações além da capacidade atual do município.

O impasse começou após candidatos aprovados questionarem no grupo de mensagens se o quantitativo anunciado pela Prefeitura seria suficiente para atender a demanda das unidades de saúde da cidade. Os participantes também cobraram novas chamadas diante de relatos sobre carência de profissionais em alguns setores da rede pública.

Na discussão, a prefeita reforçou que o seletivo foi realizado em atendimento a uma determinação judicial e destacou que o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da Saúde segue em análise, incluindo estudos de impacto financeiro e orçamentário.

Já a vereadora Gisa Barros contestou a condução da política de pessoal do Executivo municipal, cobrando o compromisso da realização de concurso público e defendendo maior valorização dos trabalhadores da Saúde.

Além do debate político, candidatos classificados também demonstraram insatisfação, alegando que unidades de saúde ainda enfrentam déficit de profissionais e defendendo novas convocações para reforçar o atendimento à população.

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