Política

Cattani critica possível restrição à biomassa nativa e defende setor florestal de Mato Grosso

Deputado afirma que eventual medida pode gerar impactos econômicos e comprometer atividades ligadas ao manejo sustentável e à produção florestal.

Da Redação
Foto: Angelo Varela/ALMT

O deputado estadual Gilberto Cattani manifestou preocupação com a possibilidade de o Governo de Mato Grosso restringir o uso de biomassa de origem nativa no abastecimento de indústrias instaladas no estado. O posicionamento foi apresentado durante sessão plenária realizada nesta quarta-feira (11), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Segundo o parlamentar, embora seja favorável ao incentivo ao reflorestamento e à ampliação das florestas plantadas, a adoção de medidas que reduzam a participação da biomassa proveniente de áreas de manejo sustentável pode gerar prejuízos a um setor já consolidado na economia mato-grossense.

“Somos favoráveis ao reflorestamento e ao fortalecimento das florestas plantadas, mas não podemos enfraquecer uma atividade econômica importante para beneficiar outra”, afirmou o deputado durante o pronunciamento.

Defesa do manejo florestal sustentável

Ao abordar o tema, Cattani destacou a importância do manejo florestal sustentável como ferramenta de preservação ambiental e geração de renda.

De acordo com o parlamentar, áreas manejadas seguem critérios técnicos e legais que permitem a utilização racional dos recursos naturais, mantendo a cobertura florestal e contribuindo para a conservação dos ecossistemas.

O deputado argumentou ainda que o setor florestal desempenha papel relevante na economia estadual, envolvendo produtores rurais, empresas madeireiras e profissionais que atuam diretamente na cadeia produtiva da madeira e da biomassa.

Preocupação com impactos futuros

Durante o discurso, o parlamentar levantou questionamentos sobre os reflexos que uma eventual restrição poderá causar aos produtores que possuem autorização legal para abertura de áreas previstas na legislação ambiental.

Segundo ele, a biomassa resultante dessas atividades poderia perder valor econômico caso novas regras limitem sua utilização pela indústria.

Cattani também citou o aproveitamento de resíduos gerados pelas serrarias, defendendo que esses materiais continuem sendo utilizados como fonte energética, evitando desperdícios e contribuindo para o aproveitamento integral da produção florestal.

Debate sobre regulamentação

A discussão ocorre em meio às tratativas envolvendo o Governo do Estado e o Ministério Público de Mato Grosso para regulamentar o uso da biomassa e garantir o abastecimento energético de empreendimentos industriais.

O parlamentar afirmou que continuará acompanhando o tema e ressaltou que a Assembleia Legislativa poderá discutir eventuais medidas que cheguem ao Legislativo e que, na avaliação dele, possam impactar negativamente o setor agroflorestal mato-grossense.

Para Cattani, qualquer mudança relacionada ao uso da biomassa deve buscar equilíbrio entre preservação ambiental, segurança jurídica e manutenção das atividades econômicas ligadas ao manejo florestal sustentável no estado.

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