Política

Comissão da ALMT conclui debates e prepara relatório com propostas para fortalecer proteção às mulheres em Mato Grosso

Presidido por Gilberto Cattani, grupo reuniu representantes da segurança pública, educação, assistência social, sociedade civil e instituições religiosas para discutir medidas de combate à violência contra a mulher

Da Redação | Foto: Hideraldo Costa/ALMT

A Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) encerrou a fase de reuniões e debates voltados ao enfrentamento da violência contra a mulher e à redução dos casos de feminicídio no estado. Agora, os integrantes iniciam a elaboração do relatório final que reunirá propostas e sugestões para subsidiar futuras ações legislativas e políticas públicas.

Presidida pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL), a comissão promoveu, ao longo dos últimos meses, uma série de encontros com representantes da segurança pública, educação, assistência social, entidades da sociedade civil, especialistas e lideranças religiosas.

Segundo Cattani, um dos diferenciais do trabalho foi ampliar o diálogo para além dos setores tradicionalmente envolvidos nas discussões sobre violência contra a mulher.

“Existem muitas iniciativas voltadas à proteção das mulheres, mas essa comissão buscou ampliar o debate. Além da segurança pública, ouvimos representantes da educação, da estrutura governamental, da assistência social e das instituições religiosas. Essa diversidade de visões contribui para a construção de soluções mais abrangentes”, afirmou.

O parlamentar destacou ainda que a violência contra a mulher é um problema complexo e que exige a participação de toda a sociedade.

“Não podemos deixar nenhum segmento fora dessa discussão. Quanto mais setores participarem, maiores serão as possibilidades de construir medidas efetivas para enfrentar esse problema”, acrescentou.

Entre os participantes dos encontros estiveram o deputado estadual Carlos Avalone, a vereadora por Cuiabá Maria Avalone, a delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres de Mato Grosso, e a tenente-coronel Ludmila Eickhoff, coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar.

A última reunião da comissão teve como foco a contribuição das instituições religiosas na prevenção e no enfrentamento da violência doméstica. Representando a Igreja Católica, o padre Pedro Faustino destacou a importância do respeito, da empatia e dos valores familiares para a construção de relações saudáveis.

“A superação desse problema passa pelo fortalecimento dos valores humanos, pelo respeito mútuo e pela valorização da dignidade das pessoas”, afirmou.

Representando as igrejas evangélicas, o pastor Gutto Martins ressaltou a necessidade de discutir a questão dentro do contexto familiar e social.

“Estamos diante de uma questão estrutural que exige mudanças culturais e sociais. É fundamental promover reflexões que alcancem a realidade das famílias e contribuam para a transformação desse cenário”, pontuou.

Para a delegada Mariell Antonini, a iniciativa da Assembleia Legislativa foi importante por reunir diferentes setores da sociedade em torno de um objetivo comum.

“A integração entre Legislativo, Executivo, forças de segurança, sociedade civil e instituições religiosas fortalece a rede de proteção e amplia a capacidade de enfrentamento da violência contra as mulheres”, avaliou.

Já a tenente-coronel Ludmila Eickhoff destacou que o debate contribui para compreender as origens do problema e fortalecer as estratégias de prevenção.

“Quando diferentes segmentos se unem para discutir essa realidade, conseguimos ampliar a compreensão sobre as causas da violência e aprimorar as ações de proteção. Esse trabalho conjunto é fundamental para alcançar resultados mais efetivos”, afirmou.

Ela também ressaltou que as forças de segurança seguem investindo no fortalecimento da rede de atendimento às vítimas, com reforço de equipes, viaturas e ações preventivas em todo o estado.

De acordo com Gilberto Cattani, todas as contribuições apresentadas durante os encontros serão consolidadas em um relatório técnico que poderá orientar futuras propostas legislativas e iniciativas voltadas à proteção das mulheres mato-grossenses.

“O objetivo é entregar um documento consistente, capaz de auxiliar a construção de leis e ações que gerem resultados concretos para a sociedade”, concluiu.

Para os integrantes da comissão, o principal legado do trabalho será reforçar que o enfrentamento à violência contra a mulher não depende apenas do poder público, mas da participação conjunta de instituições, famílias, escolas, organizações religiosas e da sociedade como um todo.

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